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Conceição da Barra de Minas: Fernando Palumbo (PSDB) defende agroturismo, valorização da matéria-prima e do produtor local

O pré-candidato também comentou sobre saúde, educação, geração de empregos e emendas parlamentares que ainda faltam no município

09/09/2020 16h57 Atualizada há 2 semanas
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Por: Thais Marques
Foto: Reprodução vídeo
Foto: Reprodução vídeo

A série de entrevistas promovida pelo Mais Vertentes com os principais pré-candidatos ao executivo da região das Vertentes contou neste domingo (06), com a participação do vice-prefeito de Conceição da Barra de Minas Fernando Palumbo (PSDB). O pré-candidato falou sobre agroturismo, valorização do produtor local, saúde, educação, geração de novos empregos e apoios de parlamentares que o município deveria receber pelos próximos anos.

Fernando Lelis Palumbo, de 40 anos, é vice-prefeito de Conceição da Barra de Minas por dois mandatos (2013-1016 e 2017-2020). Advogado, formado em Direito pela UNIPTAN, presta atendimento jurídico à prefeitura, além de exercer as atribuições típicas da pasta, principalmente na  estabilização e regularização financeira do município. Fernando trabalhou para a implementação do NASF (Núcleo Ampliado de Saúde da Família) e a Clínica Municipal de Fisioterapia. Participou ativamente da ampliação da Corporação Musical Nossa Senhora da Conceição, voltada para a inserção de crianças, adolescentes e jovens na parte cultural da cidade e também criou o Projeto Jiu Jitsu em parceria com Fábio Guerreiro. Trabalhou para a criação do Centro Social Maria Neves de Carvalho Silva, espaço importante que vai de encontro ao CRAS (Centro de Referência de Assistência Social). Junto ao Governo Federal, conseguiu apoio do então deputado federal Luiz Fernando Faria (PP) recursos para Conceição da Barra de Minas. Além de ser chefe de gabinete, como voluntário, justamente com esse recurso, foi possível regularizar as finanças do município, além de construir o prédio do Velório Municipal Aparecida Canaan Palumbo, que carrega o nome da avó de Fernando.

Fernando diz que mesmo com o trabalho realizado nos últimos oito anos, “não poderia ser um vice-prefeito que vai simplesmente receber, ser uma peça decorativa”. Apesar de conselhos recebidos para não assumir o gabinete por colocar em risco sua popularidade, Fernando afirma que “não pode se furtar a colocar o seu conhecimento, disposição e energia de trabalho em benefício do nosso povo”. O pré-candidato também espera oferecer para Conceição da Barra de Minas seu trabalho e “aquilo que sabe fazer”, por ter estudado Direito, ter tido experiência como assessor jurídico na prefeitura de Nazareno.

O vice-prefeito ressalta que ainda há muito há ser feito. “Conceição da Barra de Minas é sim um município próspero, mas que vivemos principalmente da agropecuária e pecuária leiteira. Nós temos uma produção de leite diária com mais de 82 mil litros. Infelizmente não temos um laticínio em CBM, então todo esse produto vai para fora da cidade”, diz Fernando. Acrescenta que a criação do laticínio municipal poderia gerar mais empregos e rendas, principalmente para os jovens. “Nós temos matéria-prima, um grande produto que precisa e merece ser trabalhado para que os nossos jovens possam ter emprego e trabalhar aqui em CBM”, diz o pré-candidato. Sobre a criação de novos empregos e como uma forma de atrair empresas para o município, Fernando afirma que a criatividade, bom gosto, força, coragem e talento do concepcionense deve ser explorado. O vice-prefeito ainda diz que com foco na matéria-prima existente no município, pleiteia incentivar a mão de obra do município, formação de empresas e programas de primeiro emprego.

Fernando diz que no início de seu mandato como vice-prefeito em 2012, o município estava em uma situação “caótica” onde faltava “o básico” e que a situação “foi resolvida”. Já no segundo mandato, o vice-prefeito afirma ter resolvido o carro chefe da infraestrutura esportiva, que segundo Fernando, estavam em “péssimo estado”, e pretende continuar avançando e crescendo com o município. Fernando comenta ter enfrentado problemas em seus mandatos, com a crise no governo federal e retenção de recursos pelo então governo estadual, onde segundo o vice-prefeito prejudicou o município a criar projetos. “Pra você fazer projeto com jovens, ensinar o trabalho, ter bolsas de estudo dependemos dos recursos. Não tem como aumentar a receita da prefeitura, nós dependemos do FPM (Fundo de Participação dos Municípios e a arrecadação própria é dependente do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Estando com o município regular com saúde financeira é possível a criação destas novas frentes de trabalho”, diz Fernando.

Em relação ao agroturismo, Fernando diz que vai ser um projeto iniciado “do zero”. Comenta que o município atualmente conta com a infraestrutura básica nos laticínios, onde qualquer empresa que quiser se instalar em CBM contará com o ISS (Imposto sobre Serviços de qualquer natureza) de 2,5%. Apesar de não ter um distrito industrial, o vice-prefeito garante que existe uma “facilidade de se adquirir os terrenos” em CBM e que uma construção asfáltica que ligue Nazareno à CBM poderia facilitar no desenvolvimento e aumentar o fluxo de pessoas dentro do município, fortalecendo os comércios já existentes e criando novas vagas de emprego.

No que diz respeito às estruturas políticas, envolvendo as esferas estaduais e federais, Fernando diz que um município no porte de CBM, sem as emendas parlamentares de deputados da região, não realizaria ações apenas com o recurso próprio do município. Comenta que CBM tem recebido apoio dos deputados federais Aécio Neves (PSDB), Dr. Frederico (Patriota), e do senador Rodrigo Pacheco (DEM). Em nível estadual, o município conta com deputado Betinho Pinto Coelho (Solidariedade), para as áreas da saúde e melhorias da vida no campo, mas que no quesito geração de empregos, estes parlamentares “estão a desejar” e que não possui nenhuma ação.

Sobre o município ter o índice de 96% de dependências de repasses do estado e o Pacto Federativo Brasileiro, o vice-prefeito afirma que a PEC considera apenas ISS, contribuição sobre a iluminação pública, IPTU e taxa de localização. “Aqui não tendo grandes empresas e grandes indústrias, não é possível melhorar a arrecadação do ISS, por exemplo”, diz Fernando. O pré-candidato diz que "quando o Pacto foi colocado, ficou parecendo que os municípios não produzem, e que não é verdade". “Os municípios produzem e muito, mas quando vai para o ‘bolo’ do governo não recebe tanto quanto seria necessário para que as pessoas tenham qualidade de vida”, diz o vice-prefeito. O pré-candidato acredita que a PEC não irá prosperar, que o cidadão mineiro seria um dos mais prejudicados, pois os serviços seriam muito mais difíceis de serem realizados. “Esse argumento de que teriam menos câmaras de vereadores não é um valor significativo para resolver uma economia nacional. Não vale o sacrifício que o cidadão ia ter, então não deve ser aprovado”, comenta Fernando.

No quesito valorização dos artesãos e artistas concepcionenses, Fernando diz que gosta de ligar o agroturismo ao cultural. Fala que com a crise nacional, os produtos perderam um pouco de mercado por não ser algo de primeira necessidade e é algo que deve ser trabalhado para que essa área volte a se desenvolver. Sobre o incentivo da prefeitura para a produção familiar, o vice-prefeito fala que um contrato de cerca de R$ 20 mil foi assinado com um produtor local com gêneros da agricultura familiar, e que mesmo em período de pandemia do coronavírus tem sido feito cestas e entregas nas casas dos alunos. Acredita ser um grande incentivo para o agricultor familiar abastecer as Escolas com produtos locais. A valorização do ICSM de CBM veio de reformas em bens tombados do município, segundo o vice-prefeito.

Sobre a adesão ao programa Minas Consciente e controle da pandemia dentro do município, o vice-prefeito afirma que os comércios estão funcionando dentro de todas as normas de segurança, barreiras sanitárias estão instaladas e que a população está conseguindo trabalhar. Comenta sobre o caso de uma pessoa infectada pelo vírus em uma instituição do município e que com isso se testou muitas pessoas. Alfineta as fake news que foram geradas, onde uma delas diz que “a prefeitura ganha dinheiro por número de pessoas testadas positivo”. “Não imaginava que em CBM viveria uma questão dessa em um momento de tanta fragilidade da população”, diz Fernando. Acrescenta que os recursos que cada município recebe é de acordo com o número de habitantes para as ações de combate e que todos que chegam estão no portal de transparência para a consulta da população. Mesmo com a permissão para avançar à Onda Verde, o vice-prefeito afirma que foi baixado um decreto pela prefeitura, com prazo de 15 dias, onde fechou-se locais com aglomerações como bares e festas, sendo permitida a venda sem consumo no local e por estar em fase de pré-candidatura, segue atento às próximas medidas do município.

Caso seja eleito, Fernando vislumbra em termos de melhorias para a saúde que as pactuações do SUS sejam respeitadas. Pontua que SJDR, por ser a sede da microrregião das Vertentes, dá a impressão de “estar fazendo um favor à CBM” e precisa precisa ser mais eficiente. Sobre a atenção básica, o vice-prefeito garante que os atendimentos no município são realizados. “O povo de CBM, os usuários dos serviços de saúde, têm a tranquilidade de quando precisam de qualquer serviço, aquilo está a disposição”, diz o vice-prefeito. CBM também faz parte do CISVER (Consórcio Intermunicipal de Saúde das Vertentes) e Fernando diz que o consórcio “é de fundamental importância para os pequenos municípios”.

Em termos educacionais de CBM, Fernando ressalta a qualidade da infraestrutura, da merenda, o transporte escolar e graças à qualidade do ensino, vários alunos ingressam nas Universidades. Pleiteia investir mais na qualidade do ensino e do ambiente de trabalho para os profissionais.

No que diz respeito à segurança pública, o vice-prefeito diz que a prefeitura contribui com o estado em algumas despesas para a manutenção da Polícia Militar, destaca o projeto de Patrulha Rural, onde foram colocadas placas em propriedades rurais para facilitar a identificação da PM e o atendimento da Polícia Civil é algo a ser melhorado para evitar o deslocamento da população até Nazareno. Em relação à criminalidade, Fernando diz que ela é relativamente baixa e fala sobre a implantação da Corporação Musical e projeto Jiu Jitsu como alternativas cultural e esportiva para adolescentes e jovens. Afirma que é preciso ampliar esse “leque” com outras modalidades esportivas e atividades culturais. “Basta uma criança ou adolescente dizer: este projeto mudou a minha vida, isso vale tudo”, diz o pré-candidato.

Fernando diz que caso seja eleito vai garantir que “a coisa pública seja usado para o público e não para interesses particulares”. Confira a entrevista na íntegra.

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