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Tiradentes: Rodrigo Fonseca (PT) defende gestão com participação popular, criação de roteiro turístico com cidades vizinhas e saúde preventiva

Pré-candidato também comentou prevenções no meio ambiente e vislumbra mudanças ideológicas políticas baseadas na nova geração

10/09/2020 15h53 Atualizada há 2 semanas
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Por: Thais Marques
Foto: Reprodução vídeo
Foto: Reprodução vídeo

A série de entrevistas promovida pelo Mais Vertentes contou nesta quarta-feira (09), com a participação de Rodrigo Fonseca (PT), pré-candidato a prefeitura de Tiradentes. Rodrigo, que é neto do ex-prefeito Cota, defende uma gestão participativa, desenvolvimento econômico e turístico, medidas educacionais de prevenção ao meio ambiente e patrimônio histórico e saúde preventiva, com críticas ao atendimento ofertado por SJDR para a região.

Rodrigo Fonseca, de 30 anos, é bacharel em Relações Internacionais pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), estuda bacharel em Ciências Econômicas na UFSJ e Direito no UNIPTAN. É gerente geral da Padaria Padre Toledo em Tiradentes, produtor de eventos artísticos e foi supervisor de compras da Prefeitura Municipal em 2017, e também foi coordenador de logística. Trabalhou em diversas frentes como voluntário na prefeitura, dentre elas foi vice-presidente do Aimorés Futebol Clube, membro do Conselho Municipal do Desenvolvimento Urbano (Condur) e membro do Conselho de Turismo de Tiradentes (Contur), de 2018 até agosto de 2020.

O pré-candidato disse que sua candidatura aconteceu “naturalmente”, que desde 2017 possui um grupo de colegas onde a proposta é construir uma cidade diferente, visando a descentralização do poder. Segundo Rodrigo, a pessoa que seria candidata à prefeitura acabou “desanimando” e o pré-candidato decidiu por “não deixar o sonho morrer”. “A mudança começou e esse é o caminho”, diz Rodrigo. Explica que ser prefeito “não é fácil”, mesmo não tendo se preparado nos últimos anos para esta candidatura, acredita que investindo em seus estudos vai ter a base e o preparo necessários para o cargo. “Você tem sempre que trocar ideia, mas você tem que ter seu conhecimento, para contrapor e não navegar em um mar escuro”, afirma Rodrigo. Fazer uma Tiradentes horizontal, onde todos possam optar e dialogar é a base do projeto de candidatura de Rodrigo, onde adere o ponto de que “a política não pode ser criminalizada”. “As pessoas boas e honestas têm  que participar, pra gente construir uma Tiradentes melhor e consequentemente um Estado e um País”, argumenta.

Em relação ao desafio de propor uma política de esquerda em uma cidade ainda tradicionalista, o pré-candidato admite ser diferente a se julgar pela sua trajetória. Através de estudos foi formatando a sua opinião, e assente ser “delicado” o posicionamento de esquerda em Tiradentes,  porém de forma “tranquila” em relação aos grandes municípios. “Nascemos aqui, tem gente que escolheu viver aqui, quer permanecer e morrer aqui, pra quê vamos ficar perseguindo um ao outro?”, conclui Rodrigo. No que diz respeito em ter escolhido o Partido dos Trabalhadores, na contramão de políticos municipais que enraizam partidos de centro-direita e direita, o pré-candidato acredita que não haja base tão forte quanto a do PT, e ter espaço para trabalhar dentro do grupo. “No meu ponto de vista de cientista político, não teve governo melhor ou igual o governo Lula (PT), assim como teve acertos no governo Fernando Henrique (PSDB). São sucessões de fatos”, diz o pré-candidato. 

Rodrigo admira seu vice Luiz Antônio (PT), o Luiz da Farmácia, e crê que o maior desafio, caso seja eleito, seja o “ego” no poder. “Saber lidar com o não e as adversidades, sem trazer pro lado pessoal. “As coisas tem que ser mais leves”, acredita Rodrigo. Defende que “a negociação é diferente de negociata”, fazendo questão do diálogo. “Vai ter um desgaste político pra todo mundo? Vai, mas daqui dois ou três anos nós vamos colher frutos e pode ser até outra administração, e para a cidade vai ser importante”, diz Rodrigo. Dentre suas prioridades estão: a lixo e reciclagem, uma casa de recreação para filhos de pais e tutores que trabalham durante o final de semana, o reposicionamento da rodoviária municipal e profissionalizar o turismo para alcance internacional, além de vislumbrar um orçamento participativo. Acrescenta ainda a existência de outros projetos durante a candidatura e foca na participação do munícipe. “Como eu vou criar um plano de governo que o Tiradentino não vai se identificar?”, questiona o pré-candidato.

O pré-candidato afirma que 21% de Tiradentes, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2015, é urbanizada, com passeios, meio-fio, boca de lobo e o pavimento. Explica que o município, nesse ponto, é dividido em 7 setores, onde o 1 é o mais delicado. Rodrigo comenta sobre a obra de um ex-prefeito de direita que teve orçamento do governo do PT, em Tiradentes, de 4,7 milhões de reais e que, segundo o pré-candidato, o dinheiro veio exclusivamente para a reforma do calçamento do Centro Histórico e que houve erros na licitação. Defende que através de parcerias tem como dividir os projetos e descentralizar investimentos.

Em relação ao desenvolvimento econômico no turismo, Rodrigo pleiteia uma conexão com a UniBH voltada à internacionalização da cidade, no sentido de dinamizar a economia local.  “Criar formas de trazer o mercado internacional para Tiradentes, não só o nacional que já é forte”, diz o pré-candidato. Para os distritos de Águas Santas, Caixa D'água, César de Pina e Elvas, o pré-candidato pleiteia aproximá-los e fortalecer as produções e vendas agrícolas das localidades. Aproximar do município das Universidades e Institutos Federais, vislumbrando um pólo tecnológico com introdução nas escolas básicas, é uma dos projetos do pré-candidato para o desenvolvimento econômico. Rodrigo pretende fazer parcerias com cidades vizinhas voltadas ao turismo regional buscando a maior permanência do turista na região. 

Rodrigo cita o turismo religioso, de aventura e rural como pautas a serem desenvolvidos em sua futura candidatura. “Não adianta Tiradentes caminhar sozinha, temos que ir todo mundo junto, por quê se Tiradentes tá forte, todas as outras podem e devem estar”, afirma. Sobre SJDR não ter tantos eventos turísticos como Tiradentes, o pré-candidato acredita ser questão de “vontade política” pelo potencial turístico que o município possui. Também não descarta uma parceria público-privada para as reformas dos prédios tombados pelo Patrimônio Histórico, na pretensão de conseguir recursos. Rodrigo defende que “é fazer de tudo um pouco, tanto do estado quanto público-privado” e que “sem esses prédios, sem o patrimônio que é o que temos de mais valor, o turismo não seria o que de fato é hoje”. 

No que diz respeito às críticas sobre Tiradentes ter virado “comércio de turismo”, o pré-candidato acredita ter sido fundamental o desenvolvimento econômico, mas que precisa deixar de ser “parado no tempo”. “O turismo tem que trabalhar para a cidade se desenvolver e servir para o cidadão”, defende o pré-candidato. Rodrigo pretende criar uma agência de turismo regional em parceria com as outras cidades, buscando criar roteiros turísticos-culturais interligando os municípios para fortalecer o turismo rural. “Tem que fazer um trabalho de força conjunta, onde todos podem ganhar” e adiciona que para Tiradentes continuar a ser um destino importante que é para o Brasil é “cooperar, institucionalizar e uniformizar”.

Quanto a organização do trânsito em Tiradentes, Rodrigo prevê uma restrição no centro histórico, com mudanças na logística atual. Visa criar estacionamentos públicos em locais estratégicos, dar a infraestrutura necessária para o turista chegar até a o município e restringir os caminhões de passar pelo local, fazendo um estudo de capacidade de carga para direcioná-los às vias adequadas.

Para a educação o pré-candidato espera utilizar as mãos de obras estudantis, buscando vínculos com as Universidades da região. Valorizar o profissional da educação, ampliação da estrutura e da infraestrutura das instituições. “É inadmissível não usar mais essas instituições”, diz Rodrigo. Crê que a ajuda de alunos em questões como a organização do sistema tributário municipal melhoraria a arrecadação e que mais investimentos na área da educação seriam feitos.

Rodrigo discorda do fato de que a cidade seja “muito perigosa”, pelos problemas sociais serem comuns em relação às outras localidades. “Há problemas, mas nada fora da curva”, argumenta. Para a segurança pública possui três focos: criação de uma nova sede para a Polícia Militar no município, além de conseguir mais soldados para atender as demandas; educação preventiva sobre o uso de drogas lícitas, ilícitas, de proteção do patrimônio e o monitoramento urbano, com câmeras e investimento na iluminação pública. “Educar é o ponto chave para gente conseguir sanar os poucos deveres que nós temos”, defende o pré-candidato.  

Em relação a saúde, Rodrigo afirma que a saúde emergencial é “muito boa”, mas que a preventiva foi deixada de lado nos últimos anos. Fortalecimento do PSF (Programa de Saúde da Família, valorizar os agentes da saúde oferecendo melhores condições de trabalho são projeções de sua gestão. “A saúde preventiva para mim é o caminho. Pela saúde preventiva a gente desafoga Juiz de Fora, Belo Horizonte, São João del-Rei, pois conseguimos prevenir o avanço das doenças”, diz o pré-candidato. Sobre o crítico atendimento em SJDR, Rodrigo comenta que a UPA é para atender toda a região, mas faltam recursos pela instituição não ter condições de atender a demanda. Acredita que diálogo com a AMVER (Associação dos Municípios da Microrregião das Vertentes) sobre um novo Consórcio Intermunicipal da Saúde e ressaltar o trabalho do CISVER para não deixar a população à deriva.

Para Rodrigo, meio ambiente e saneamento básico são interligados no município, onde critica o problema que o município tem com a Copasa vindo da forma que a concessão com a empresa foi realizada e a poluição persistente no Córrego Santo Antônio, implicando a necessidade de um projeto de reestruturação de todo entorno do córrego. Uma das soluções para a preservação do meio ambiente vem da educação para o pré-candidato, valorizar a atuação os bombeiros voluntários nesse quesito  e defende que tem força política para mudar a parte burocrática da atuação desses bombeiros. “A prefeitura tem que dar a contrapartida, é plausível e possível sim acontecer”, garante Rodrigo, adicionando que se houvesse um investimento da prefeitura, não teriam acontecido tantos problemas como os das recentes queimadas na Serra de São José. E a federalização da Serra, mesmo sendo complexa o alinhamento com o atual governo federal, vislumbrando a criação de um Parque Ecológico para munícipes e turistas poderem desfrutar o local de forma apropriada e consciente.

Caso seja eleito prefeito de Tiradentes, Rodrigo diz que seu diferencial vai ser um orçamento participativo focado na horizontalidade. Mesmo vindo de uma família tradicional, o pré-candidato confia no seu potencial de ser da nova geração. “Eu quero ampliar, deixar o legado de melhorar o que já temos e fazer o entendimento entre as pessoas de que todo mundo é tiradentino e unir as forças. Se a gente unir, todo mundo vai ganhar”, acredita o pré-candidato. O pré-candidato espera que os eleitores vejam além do partido. “Pro partido existir, primeiramente tem que ter as pessoas e dessas pessoas que nascem as políticas. Tem que acreditar e confiar em cada um”, defende Rodrigo.

 

Confira na íntegra a entrevista.

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