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Economia Inflação

Inflação: Alta de material de construção entra na mira do governo

Após arroz, tijolos tiveram altas de preço de quase 10% em agosto

11/09/2020 16h07
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Por: João P. Sacramento
Após arroz, tijolos tiveram altas de preço de quase 10% em agosto. Foto:Internet
Após arroz, tijolos tiveram altas de preço de quase 10% em agosto. Foto:Internet

Desde o ápice da pandemia em maio, os insumos da construção registraram altas enquanto o setor esboça uma retomada. Após zerar o imposto de importação do arroz para ajudar a reduzir a pressão inflacionária, o governo avalia agora medidas voltadas aos materiais de construção, caso os preços não voltem a patamares considerados razoáveis até o final deste ano.

Em agosto, o preço do tijolo subiu 9,32%, depois de uma alta de 4,13%, em julho. Com o cimento, os preços se elevaram 5,42% no mês passado ante 4,04%, em julho. A SPE (Secretaria de Política Econômica), do Ministério da Economia, já está monitorando a oscilação de preços com atenção. Para o órgão, a alta ocorre no momento em que diversos setores, principalmente a construção civil, dão sinais de recuperação.

Depois de móveis e eletrodomésticos, as vendas de materiais de construção foram as que registraram maior crescimento, 22,7% em relação a agosto do ano passado, segundo pesquisa de comércio do IBGE.

Em pesquisa recente da Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) com 462 empresas de 25 estados, apontou que 95% delas verificaram aumento no preço do cimento e 90%, no de cabos elétricos. No caso do concreto, 81% perceberam alta de preço durante a pandemia. E em bloco cerâmico, 75%.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), preocupado em perpetuar sua popularidade, que está em alta após a concessão do auxílio emergencial à população,  pediu a seus auxiliares mais próximos atenção à escalada de preços que afetam o bolso do consumidor. Ele diz querer medidas para reduzir a pressão inflacionária.

Nesta semana, por exemplo, após o preço do arroz subir mais de 20% nos supermercados, o governo decidiu cortar o imposto de importação sobre 400 mil toneladas do produto. A proposta foi do Ministério da Agricultura e encampada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. A medida valerá até o fim deste ano e ficará restrita a uma cota de importação de até 400 mil toneladas. Acima disso, incidirá o imposto de 12%.

Segundo a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, os produtos devem chegar principalmente dos EUA e Tailândia. Esse movimento, combinado com a conclusão da colheita do arroz nas próximas duas semanas, devem equilibrar a oferta e, assim, reduzir a pressão sobre os preços.

Técnicos da Economia, no entanto, dizem acreditar que os efeitos completos dessa importação só deve ocorrer dentro de dois meses.Para integrantes do governo, essa pressão inflacionária deve persistir por mais três meses, especialmente nos alimentos e em materiais de construção.

Auxiliares de Bolsonaro, no entanto, preferem medidas mais eleitoreiras, mirando a popularidade do presidente. Estão atentos a analistas políticos que afirmam que o voto dos menos favorecidos é diretamente proporcional ao assistencialismo do governo. Pesquisa do Datafolha mostrou alta da popularidade de Bolsonaro após a política de auxílio emergencial durante a pandemia, especialmente nos cantos mais afastados do país.

Desde sexta-feira (4), o presidente vinha pedindo patriotismo dos varejistas para não repassar a alta de preços para o consumidor. Na terça-feira (8), o presidente fez novo apelo. "Ninguém vai usar caneta Bic para tabelar nada. Não existe tabelamento. Mas [estamos] pedindo para eles [mercado] que o lucro desses produtos essenciais para a população seja próximo de zero", disse.

Para tentar evitar o que ocorreu com o arroz, a equipe de Guedes já monitora os insumos da construção civil. Alguns produtos chegaram a acumular alta de até 35% para algumas indústrias, como foi o caso do aço.

Além disso, o setor se deparou, como aponta o IBGE, com uma retomada mais rápida, na avaliação dos técnicos da Economia. Os preços devem esfriar com a diminuição de 50% do auxílio emergencial, que passa de R$ 600 para R$ 300.

A medida, criada durante a pandemia, elevou o poder de compra da população de baixa renda e estimulou a demanda por produtos.Os pagamentos do auxílio serão feitos até dezembro e a equipe econômica não trabalha com a hipótese de ele continuar a ser concedido em 2021.

Os estudos também são feitos após o governo anunciar o programa Casa Verde e Amarela, cópia escancarada do Minha Casa Minha Vida, que financia com juros baixos compra de imóveis. O programa também estimula reformas. Segundo o IBGE, com demanda aquecida e o pagamento do auxílio emergencial, o comércio desses produtos já recuperou o nível pré-crise.

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