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Comportamento Projeto Social

Projeto SOS Marias SJDR auxilia vítimas em situação de violência doméstica

Principal objetivo do projeto é auxiliar, conscientizar e elevar a autoestima das vítimas em situação de violência e vulnerabilidade social

18/09/2020 16h10 Atualizada há 1 mês
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Por: Thais Marques
Foto: SOS Marias SJDR
Foto: SOS Marias SJDR

O projeto S.O.S Marias SJDR, tem como objetivo principal criar a conscientização das pessoas sobre a violência doméstica e familiar, através de posts nas redes sociais com auxílio e amparo às vítimas. Criado pela advogada Ariany Aparecida Costa Oliveira Fonseca e seu marido Guilherme Ferreira Fonseca, Policial Militar, desde setembro o projeto tem atendido várias pessoas, principalmente mulheres, em situação de violência e possui o objetivo de agregar mais apoiadores como advogados, assistentes sociais, psicólogos e policiais militares para melhor atender e auxiliar estas pessoas vulneráveis à violência doméstica e familiar. 

 

Ariany diz que o projeto foi criado para que através das redes sociais, pela facilidade de acesso e maior velocidade na difusão das informações, fosse criada uma rede de proteção, informação e amparo a mulheres e pessoas LGBTQIA+ em situação de vulnerabilidade, para que possam receber o auxílio imediato e temporário, através de mensagens via direct no Instagram, indicando a elas que existe uma saída e que o estado lhes dá esse amparo e proteção que necessitam, que precisam falar, e encorajá-las a denunciar seus agressores, direcionando-as aos órgãos competentes.

 

A advogada explica que por atuar na área criminal, algumas conhecidas entraram em contato pedindo orientações sobre o que fazer ao sofrer violência doméstica, desta forma teve a ideia da criação do projeto. “Foi quando surgiu a ideia de estar amparando estas vítimas que muita das vezes para elas terem acesso a alguma informação, precisam se deslocar até uma delegacia ou discar o 190. Que muitas já sentem medo de serem expostas e por isso criamos o projeto”, fala a advogada. Guilherme Fonseca, que é Policial Militar e atende no disque 190, também percebeu a situação e juntos tomaram a iniciativa criar o projeto, onde as mulheres entram em contato através de mensagens no Instagram, tiram suas dúvidas e buscam esclarecimentos sobre atitudes a serem tomadas nesta situação de violência. Pelo fato do projeto ter sido criado em setembro de 2020 e ser recente, Ariany comenta que 10 mulheres já procuraram o projeto e que 3 delas já retornaram agradecendo pelo auxílio, comentaram que conseguiram resolver os problemas que enfrentaram e que aguardam mais informações sobre as outras que os procuraram.

 

O foco do projeto, mesmo com o nome SOS Marias SJDR, é amparar as mulheres de toda a região das Vertentes. “Se alguém de outra cidade nos procurar pedindo ajuda, nós vamos ajudar”, reforça Ariany. A advogada diz que divulgação desse projeto é importante para alcançar o maior número de pessoas possíveis, não só em São João Del Rei, mas também em cidades vizinhas. Ariany menciona estar divulgando o projeto em Andrelândia, Barbacena, onde morava antes de se mudar para SJDR e em sua cidade natal Arantina- MG, para obter maior alcance e ajudar o maior número de pessoas possível. A advogada explica que ela e seu marido já foram convidados à dar palestras em comunidades, mas que por causa da pandemia não foi possível e assim que for seguro eles pretendem procurar os órgãos de assistência social de SJDR e cidades vizinhas, principalmente em municípios menores. “Queremos ampliar o projeto o máximo possível, tanto que pedimos voluntários como advogados, assistentes sociais, psicólogos e policiais. Conforme a demanda for aumentando, queremos amparar o melhor possível essas vítimas”, conta Ariany.

 

A advogada explica que muitas das vítimas possuem as mesmas dúvidas, sobre o que vai acontecer com a pessoa denunciada e se a medida protetiva sai com rapidez, então as vítimas ficam com receio de buscar ajuda. Até o momento todas as dúvidas estão sendo respondidas pelo direct do Instagram, mas o casal pretende criar um canal próprio no Whatsapp e uma página no Facebook para facilitar o contato com as vítimas.

 

Em relação ao amparo à pessoas LGBTQIA+, Ariany alega existir muitas dúvidas jurídicas sobre o alcance da  Lei Maria da Penha para lésbicas, bissexuais, travestis, transsexuais e homens gays e que o projeto também é aberto para atender a população LGBTQIA+. “Eu venho de uma cidade muito pequena e eu sei o que é a falta de informação, de um incentivo, então na nossa página eu tento posts com mensagem de amor, autoestima, para poder ajudar não só com dicas sobre o que fazer estando em situação de violência”, diz a advogada. 

Imagem reprodução

 

Ariany acredita que, infelizmente, muitas das vítimas não vão sair da situação de violência por causa da dependência financeira, pelos filhos e pela insegurança de recomeçar, mas que elas podem começar a fazer um tratamento psicológico para quem sabe no futuro ela consiga se desvincular totalmente do agressor. 

 

 

Para mais informações do projeto, procure a página SOS Marias SJDR.

Denuncie: Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180

Disque 190 - Polícia Militar

 

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