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São João del-Rei: Nivaldo diz que diligência do MPMG foi um “circo”, que nunca fez nada de errado e que seu celular “não tem nada demais”

Prefeito comenta que, mesmo seguindo as orientações do Minas Consciente, “vai rezar para que não precise fechar o comércio”

17/12/2020 às 15h52 Atualizada em 17/12/2020 às 16h15
Por: João P. Sacramento
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Foto: Reprodução - internet
Foto: Reprodução - internet

Em entrevista para a Rádio São João del-Rei na manhã desta quinta-feira (17), Nivaldo de Andrade (PSL), diz que a diligência da operação "Toma lá dá cá" foi um circo, que por conta própria entregaria seu celular, e novamente disse que nos áudios vazados “não tem nada demais”. Prefeito também comentou que restrição ao consumo de álcool em bares e restaurantes foi uma orientação vinda do Dr Jorge Luiz Paranhos, diretor da Santa Casa de Misericórdia de São João del-Rei, após reunião do médico em Belo Horizonte, onde decidiram que “álcool é a pior coisa”, e ainda que "vai rezar para que não precise mais fechar o comércio".

Questionado sobre como foi as diligências que aconteceram nesta quarta (16), em razão da operação "Toma lá, dá cá" feita pelo Ministério Público Eleitoral, com apoio do Grupo de Apoio Operacional de Combate ao Crime Organizado (Gaeco – Central), Nivaldo diz que “foi uma diligência para pegar os telefones pra ver se tem alguma coisa” e que foi um “circo”.

“Eu acho que não precisava tanta coisa. Eu acho que mais foi um circo, porque se a justiça pedir meu telefone, eu entrego ele na hora. Não precisava da polícia… Esse negócio é por causa de um telefone? Eu entreguei. Eu acho que eles quer pegar mais alguma coisa, porque aquela conversa que foi gravada, acho que não tem nada demais. Mas o Ministério Público tem o direito de fiscalizar a gente e a gente tem o direito de falar “ah, mas não houve nada” e eu fui diplomado e vou trabalhar e tomar posse. E o meu advogado disse que tá tudo tranquilo e vida que segue, o negócio é trabalhar”, comenta.

Nivaldo diz que o celular do vice-prefeito, Jorge Hannas (Avante), não foi apreendido junto com o dele e dos outros cinco vereadores durante a diligência. “Do vice-prefeito não, foi só dos vereadores, aonde eu ligava sempre, né? Mas foi só pra fiscalizar. Fizeram tumulto atoa, não tem nada demais. Nos telefones que levaram não tem nada demais também, a minha vida é um livro aberto também. E isso só serviu para algumas pessoas que não gostam de mim soltar foguete, ficar feliz, por que tem gente que fica feliz com a desgraça dos outros”, afirma.

Em relação aos boatos de que durante a Operação teria sido preso, Nivaldo diz na entrevista que vem de pessoas covardes, que nunca fez nada de errado e questiona: “vai prender por causa dum telefone?”. “Eu nunca fiz roubo, eu nunca fiz nada de errado, por que que vai me prender? Isso (operação) é eleitoral, não criminal. Não tem nada haver de criminal. Mas isso serve para fazer um circo, porque soltaram foguete e tudo, só serviu pra isso. É um circo para quem não gosta de mim, de quem quer entrar na prefeitura. Mas não adiantou nada, eu vou tomar posse e vou trabalhar muito mais”, afirma.

O prefeito fala que não sabe quem foi que gravou os áudios que levaram à ação do MPMG e que “sem ter certeza, ele não vai culpar ninguém”.  Nivaldo diz que a prefeitura chega ao final de 2020 com “tudo pago”, e que sua expectativa para o próximo ano é que “acabe o Covid”. “O resto, pra mim, nada interessa. No momento, pra mim, é o Covid que interessa”, afirma.

Sobre ter mudado de ideia em relação ao decreto que proibia o funcionamento de bares, lanchonetes e restaurantes, na última segunda feira, e no dia seguinte autorizar, mas com a restrição de venda de bebidas alcoólicas, Nivaldo afirma ter feito uma reunião com o Dr. Jorge Paranhos, diretor da Santa Casa, e ter sido aconselhado de que “o pior é a bebida alcoólica”. “Eu fiz uma reunião com o Dr. Paranhos e ele disse que teve uma reunião aqui em Belo Horizonte, e que eles decidiram que o pior é a bebida alcoólica e que bar e restaurantes até às 22h00 não traria problema nenhum.”

Ainda sobre essa decisão, Nivaldo disse que vai aguardar, pois o município foi orientado pelo programa Minas Consciente a entrar na Onda Vermelha, a fase mais restritiva do programa, onde só serviços essenciais funcionam. Além disso, o novo decreto mantém o comércio aberto em horário especial. “Parece que aqui em BH, o pessoal que mexe nessa área, estava vendo para não fechar as lojas por causa do Natal. Eu vou aguardar até mais tarde pra ver qual vai ser a decisão. No final da tarde vai ter outra decisão. Fechar agora, no Natal, é até um pecado, né? As pessoas já ficaram o ano inteiro sem ganhar nada e fechar no Natal, eu acho isso uma covardia”, afirma.

No que diz respeito à possibilidade de fechar o comércio após o Natal, Nivaldo disse que vai aguardar, que seguirá o que diz o protocolo do Minas Consciente. “Eu vou rezar para que não feche mais o comércio.” 

Em relação à reunião com os diretores da Santa Casa e do Hospital, Nivaldo disse que o assunto foi sobre prevenção e deliberação de verbas. “Eu liberei R$ 600 mil para as duas casas, pra gente ajudar mais, pra gente evitar que morra mais pessoas. O negócio nosso agora é cuidar do Covid, a minha prioridade”, diz.

Nivaldo diz que espera uma boa convivência com os novos vereadores, “atender dentro da lei” e levar São João ao progresso. “E que nós trabalhemos juntos para que venha essa vacina do Covid rápido e a gente cuidar da nossa população.”

O prefeito afirma que “enquanto não acabar a Covid, não vai mexer em nenhum projeto grande”, ao ser questionado sobre o Estádio Municipal que prometera construir para receber jogos do Athletic Club e de clubes da Região das Vertentes. “Acabou o Covid, nós vamos começar o campo”.

Nivaldo também comenta que seis pessoas de sua família, incluindo sua esposa, sua sogra, dois filhos e seu neto, testaram positivo pra doença, se recuperam bem e que “não deseja isso para ninguém”. “É a pior coisa do mundo.”

 

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