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Cidades Vacinação

Pazuello orienta que novo lote inteiro de vacinas seja usado como primeira dose

O Ministério da Saúde ainda não se manifestou nem informou como poderia garantir que haverá segunda dose a tempo para os novos vacinados

19/02/2021 12h15
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Por: Thais Marques
Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello orientou prefeitos a não guardarem doses da próxima remessa de vacina para segunda aplicação. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello orientou prefeitos a não guardarem doses da próxima remessa de vacina para segunda aplicação. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Pressionado pelo ritmo lento de vacinação para Covid-19, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse a prefeitos nesta sexta-feira (19), que não será mais preciso reter metade dos lotes disponíveis até a aplicação da segunda dose do imunizante. A nova orientação passaria a valer a partir do dia 23 deste mês, quando o governo federal espera receber mais 4,7 milhões de vacinas.

A mudança não significa que a segunda dose deixará de ser aplicada. No começo da campanha, o ministério pediu para que metade das doses fossem retidas pelo risco de não haver reposição dos estoques a tempo da segunda dose. Pazuello disse aos prefeitos que há segurança agora para usar todos o estoque para a primeira dose e receber novas vacinas dentro do prazo para a segunda aplicação.

O ministro também prometeu antecipar a vacinação de professores. Pazuello está reunido com representantes da Frente Nacional dos Prefeitos. Na terça-feira (16), a entidade se posicionou sobre a escassez de vacinas no País. Cidades como Rio de Janeiro, Salvador e Florianópolis já anunciaram ter parado ou reduzido o ritmo da campanha de vacinação. "Agora, o problema da escassez quem tem de resolver é o Ministério da Saúde", disse a entidade em nota.

A FNP anunciou pelo Twitter a nova estratégia de vacinação: "Agora, a partir do dia 23, com a chegada de 4,7 milhões de novas vacinas, a imunização será em 4,7 milhões de brasileiros, não a metade, como estava acontecendo até então. A justificativa é que a pasta tem garantia de produção das doses."

O número de pessoas vacinadas contra a Covid-19 no Brasil chegou na quinta-feira (18), a 5.614.633, de acordo com dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa junto às secretarias estaduais de Saúde. 25 Estados informaram dados atualizados e 211.720 pessoas receberam a primeira dose nas 24 horas anteriores.

Pazuello está sob forte pressão pelo ritmo lento na vacinação contra a Covid-19. Além disso, o general da ativa é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta omissão para evitar o colapso de saúde no Amazonas.

Cobrado por um cronograma de entrega de vacinas, Pazuello disse a governadores na quarta-feira (17), que toda a população "vacinável" (menores de 18 anos, por exemplo, não estão recebendo as doses) será imunizada neste ano. Ele ainda prometeu a entrega de cerca de 455 milhões de doses de vacinas em 2021, mas considerou a vinda de imunizantes que ainda nem sequer entregaram todos os dados de segurança e eficácia à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), como a Covaxin e a Sputnik V.

O ministro também ignorou o atraso na entrega de insumos farmacêuticos para o envase ou fabricação de vacinas no Instituto Butantan e Fiocruz. Como mostrou o jornal O Estado de S. Paulo, no ritmo em que a vacinação contra a Covid-19 é conduzida no Brasil, o País levaria mais de quatro anos para ter toda a sua população imunizada.

O cálculo é do microbiologista da Universidade de São Paulo (USP) Luiz Gustavo de Almeida. Ele lembrou que, durante a campanha de vacinação contra a gripe em março do ano passado, já em plena pandemia do novo coronavírus, os brasileiros vacinavam até um milhão de pessoas por dia. Atualmente, a média de imunizações diárias é de um quinto disso, cerca de 200 mil pessoas.

Vacinação nos municípios

Atualmente, não há uma regra para aplicação de doses - cada município priorizou os grupos de risco e a maneira de vacinar. Há localidades que optaram por vacinar mais pessoas com a primeira dose, outros lugares dividiram os lotes para que cada paciente tivesse as duas doses garantidas. Os grupos de risco também variam em cada município. Em São João del-Rei, a Secretaria Municipal de Saúde afirma seguir as orientações do Plano Nacional de Imunização.

Além disso há dois tipos de vacinas sendo utilizadas para imunização: CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac, e Oxford/AstraZeneca, distribuída pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). O correto é o paciente receber as duas doses do mesmo laboratório.

 

Com informações do Estadão Conteúdo e UOL.

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