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Empreendedorismo: Como vender colchões com as lojas fechadas na pandemia? Os caminhos para se reinventar com Neymar Resende

Empresário e proprietário da Colchões Neymar fala sobre como se comportar no mercado em momento de crise e como se reinventou neste momento de incerteza

26/02/2021 15h48 Atualizada há 2 meses
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Por: João P. Sacramento
Neymar Resende, empreendedor e comerciante são-joanense. Foto: Reprodução / Redes Sociais
Neymar Resende, empreendedor e comerciante são-joanense. Foto: Reprodução / Redes Sociais

Neymar Resende, 37 anos, é comerciante, mas está se acostumando a se apresentar como empreendedor. Ele é a cabeça por trás dos Colchões Neymar, uma loja, como o próprio nome já diz, de colchões em São João del-Rei. Porém, Neymar também compõe a equipe de gestão de vários outros empreendimentos, como, por exemplo, o Cluster de Ideias e o co-working Rockfort. O empresário, em 2020, também transitou na política ao sair como candidato a vice-prefeito da chapa encabeçada por Valdecir da Asapac (Patriotas), em São João del-Rei.

O que difere Neymar de seus colegas comerciantes é a inovação. Neymar também está enfrentando a crise causada pelo novo coronavírus, mas demonstra que abraçar o novo e a internet é o melhor jeito de superar as dificuldades.

“A internet nem é o novo mais, a internet é o básico”, afirmou Neymar, pontuando uma necessidade do comércio local em se comunicar e se reinventar. “Esse empresário que quer sobreviver, que quer passar por esse momento de ‘guerra contra os inimigos invisíveis’, que quer passar por esse momento de pandemia, independente de fatores externos, ele pode sim passar por isso, se reinventando, se readaptando. Se continuar fazendo o mesmo, os resultados serão os mesmos”, disse Neymar.

Uma nova crise: A pandemia

A pandemia do novo coronavírus, que culminou no fechamento de alguns comércios considerados como não-essenciais, pelo programa estadual Minas Consciente, levou a empresa Colchões Neymar para outro patamar. O empresário conta que considerou esse momento “como um desafio muito grande”. Para ele, “foi uma situação muito nova para todo mundo. Independente do mercado, independente de ser profissional ou pessoalmente, quando a gente passa por novidades, ou por situações diferentes, é normal sentirmos o impacto”.

“Quando passamos pela primeira onda vermelha, foi um momento desafiador, de muito pensamento, expectativas e muitas frustrações, pois eu tenho colaboradores e eles têm família, e eu sempre enxerguei tudo o que eu faço com muita responsabilidade”, disse Neymar sobre o primeiro impacto quando soube do fechamento de seu comércio. 

Neymar contou que, assim que passou o impacto da notícia, seu pensamento foi: “O assunto não é abrir ou fechar, e sim, como continuar”. E, para não sofrer perdas maiores do que as que a pandemia, inevitavelmente, causam, a primeira coisa que ele fez foi “sonhar”. 

“Eu acho que dá um sentimento tão gostoso, aquele gás de querer mais, querer voltar amanhã”, afirmou Neymar. E ele teve várias razões para sonhar. Seu mercado foi um dos mais prósperos nessa nova era de home office e reorganização da casa. Não só colchões, como móveis em geral para casa, tiveram um crescimento considerável na sociedade. O próprio Neymar reconheceu seu avanço: “Foi um momento de crescimento, e eu estava neste bojo do mercado que cresceu”. 

Neymar Resende, na Colchões Neymar . Foto: Reprodução / Redes Sociais

O que fazer pra continuar?

Neymar pontuou que sua empresa já vinha buscando se modernizar desde antes da pandemia, o que, na opinião dele, favoreceu sua permanência relevante no mercado pandêmico. Desde janeiro de 2019, a Colchões Neymar já trabalhava com o que o comerciante chama de “Delivery de Colchões”, que na prática é “oferecer um diferencial a mais pros nossos clientes, focando na excelência do atendimento”. Outro destaque para Neymar, para uma empresa que quer se destacar, é a gestão e a liderança. “É acreditar sempre que dá pra fazer diferente. Enquanto uns choram, outros vendem lenço. É focar em novas ideias e soluções”, afirmou o empreendedor.

Experiência com o produto

Neymar contou, por exemplo, que uma inovação para sua empresa foi a venda de colchões pela internet. Mas não em sites, ou e-commerces. Neymar vendia colchões por Whatsapp ou em lives no Instagram. “Eu fui chamado de louco, mas isso é técnica, protocolo e triagem. Então dá sim pra fazer”. 

Neymar também pontuou algumas técnicas para vender um produto a distância, para que quem esteja recluso em casa, por exemplo, e não vá à sua loja física. Conhecer seu produto e conhecer as necessidades dos seus clientes, “você consegue orientar seu cliente”. 

Outro ponto que Neymar salientou  é o contato entre vendedor e cliente - o olho no olho. “Eu amo pessoas, tenho uma sede de conversar, de me comunicar e de conhecer pessoas”. E assim como ele, Neymar também acredita que as pessoas estão sentindo essa falta de contato. Então ele ameniza esse distanciamento, com um contato, sempre que permitido, mais íntimo com os clientes: “Seja por áudio, por exemplo, para tentar ser menos frio e menos empresarial”. Neymar relata que, atualmente, faz consultoria e envia orçamento em formato de vídeo, “e o cliente fica encantado” por ser um material personalizado.

Neymar Resende. Foto: Reprodução / Redes Sociais

Reinventar e correr risco

Será que o momento da pandemia é um bom momento para se reinventar? Para Neymar, sim. 

É notório que Neymar Resende não tem medo de arriscar, o que ele considera que “faz parte de ser empreendedor”. Mas será que se arriscar em meio a uma crise pode ser a solução? “Sim, eu amo desafios e isso tem muito a ver com sonhos”, respondeu Neymar, se referindo a outra parte da entrevista.  "A sociedade já tá cheia de ‘mais do mesmo’. Já chega!”, conclui ele.

O que esperar do pós-pandemia

O que o Neymar, empreendedor e sonhador espera do pós-pandemia? “Sucesso total”. Neymar acredita que, independente de pandemia, existem pessoas não tendo sucesso, existem empresas falindo e empresas abrindo. “Assim é a vida. Tem pessoas morrendo e pessoas nascendo. Eu acredito que, como agora durante a pandemia tem muita empresa crescendo, no pós-pandemia muitas empresas não existiram mais, mas, com certeza, surgiram muitas outras”, concluiu. 

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