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Saúde Covid-19

Brasil: UTIs vão ao limite em cinco estados e no DF. Em MG chega a 70%

No Acre, Rondônia, Ceará, Paraná, Goiás e DF ocupação de leitos de UTIs é superior a 90%. Em Minas, está em 70,17%, mas há colapso em algumas cidades

26/02/2021 15h59
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Por: Adriano Vianini Fonte: EM
Hospital lotado em Manaus em ala destinada a pacientes com COVID-19: estado viveu forte crise em janeiro, com falta de oxigênio, e UTIs permanecem com 89,31% de ocupação (foto: Michael Dantas/AFP - 25/1/21)
Hospital lotado em Manaus em ala destinada a pacientes com COVID-19: estado viveu forte crise em janeiro, com falta de oxigênio, e UTIs permanecem com 89,31% de ocupação (foto: Michael Dantas/AFP - 25/1/21)

Pelo menos cinco estados brasileiros e o Distrito Federal (DF) apresentam taxas de ocupação de unidades de terapia intensiva (UTI) destinadas a pacientes com COVID-19 da rede pública acima de 90%, deixando as autoridades sanitárias e a população alarmadas.

Acre, Rondônia, Ceará, Paraná e Goiás e DF estão à beira de um colapso na rede hospitalar do SUS, num momento em que a expectativa é de aumento no número de mortes e casos em decorrência das aglomerações no carnaval. Apesar de estar abaixo dos 90%, a taxa no Amazonas, que protagonizou crise de falta de oxigênio no início do ano, continua em perigosos 89,31%
 
Levantamento feito pelo Estado de Minas indica que a situação do Acre é a mais drástica. De acordo com  informações do governo do estado, todos os 86 leitos de terapia intensiva da rede pública estão ocupados. Além da COVID-19, o Acre está em situação de emergência devido ao surto de dengue e enfrenta ainda enchentes. 
 
No balanço de quarta-feira (24/2), a Secretaria de Estado de Saúde registrou 291 novos casos de coronavírus em 24 horas, chegando a um total de 55.881, dos quais 25.182 estão concentrados na capital, Rio Branco. No mesmo período, foram confirmadas duas mortes, o que elevou para 975 o registro de óbitos desde o início da pandemia.
 
A situação no Distrito Federal também é preocupante. Segundo números da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), 92,89% das UTIs da rede pública estão ocupadas, 157 leitos num total de 169 destinados a pacientes adultos com COVID-19.
O governo do DF calcula que cerca de 25% das internações por COVID no seu território são provenientes de cidades goianas vizinhas de Brasília, em que novas cepas do coronavírus foram identificadas. O governador Ibaneis Rocha (MDB) cobrou do governo de Goiás a abertura de leitos nas cidades do entorno do DF para aliviar a pressão. Rocha também ameaçou fechar fronteiras com as cidades goianas.
 
Mas Goiás vive uma situação mais grave que a do DF. De acordo com o painel de leitos do estado, atualizado na manhã de ontem, 95,38% das UTIs públicas destinadas ao tratamento de COVID-19 estão tomadas. Pelo menos 89 municípios decretaram estado de calamidade devido ao aumento significativo de casos da doença.
 
O Rio Grande do Sul, embora não tenha atingido a superlotação nos leitos do SUS em toda a dimensão do território (86,6%), vê a rede pública da capital, Porto Alegre, à beira da falência, com 96% dos leitos de UTI ocupados. Até quarta-feira, os leitos públicos de UTI em duas regiões gaúchas (Lajeado e de Novo Hamburgo) e todos os da rede privada estadual já haviam ultrapassado os 100% de ocupação. A média móvel de mortes no estado registrou alta de 53% em relação há duas semanas, indicativo de alta nos óbitos.
 

Situação em MG 

A ocupação total de leitos de UTI em Minas  está em 70,17%, mas algumas regiões e municípios observam disparadas nas internações. Na última semana, o número de casos da doença em Minas aumentou 4,5%, enquanto o total de óbitos cresceu 5,1%.
 
Em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro, o sistema hospitalar está em colapso, com 100% dos leitos ocupados. Em Uberlândia, segunda maior cidade mineira, e em Araguari, na mesma região, a proporção ocupada é de 90,38%, segundo a Secretaria de Saúde de Minas (SES-MG), que divulga a ocupação dos dois municípios somadas.
 
A região Central também vive momento de apreensão em relação à ocupação dos leitos de UTI destinados a pacientes com COVID-19. Segundo o painel de leitos da SES, 100% dos leitos de Betim e 95% de Ouro Preto estão tomados. A ocupação calculada para Belo Horizonte, Caeté e Nova Lima é de 82,35%.
 
O painel da SES aponta colapso na rede pública hospitalar de João Pinheiro e São Gotardo, na Região Noroeste, e em Além Paraíba, no Sudeste do estado. Em Nanuque, Região Nordeste, e em Ipatinga, no Vale do Aço, a ocupação dos leitos do SUS já supera os 90%. 
 
O estado não informa a taxa específica de lotação dos leitos de COVID-19 da rede pública, apenas o total de vagas, independentemente da causa da internação.
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) assinou uma medida provisória (MP) na quarta-feira liberando R$ 2,8 bilhões para o Ministério da Saúde. A verba será usada principalmente para ampliar a quantidade de leitos de UTI contra a COVID-19.
 
 
 
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