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6 dicas para manter sua empresa relevante durante a pandemia

Empresária e publicitária da TACO Agência de Marketing, Letícia Cipriani, fala sobre como se comportar nas mídias sociais em momento de crise

02/03/2021 12h09 Atualizada há 2 meses
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Por: João P. Sacramento
Foto: Internet / Reprodução
Foto: Internet / Reprodução

As redes sociais, atualmente, não são apenas espaços de relacionamento. Na atual situação de pandemia ela se tornou uma ferramenta lucrativa, permitindo a coleta de dados, relatórios relevantes e métricas. Elas possibilitam a presença de uma empresa, ou grupo, em mais um canal de comunicação, além de ampliar o alcance, a popularidade e, dependendo da estratégia, pode até melhorar a reputação de uma empresa.

Por isso, no mês em que a pandemia completa um ano, o Mais Vertentes convidou a publicitária são-joanense, especialista em Marketing e Comunicação, e proprietária da agência TACO, Letícia Cipriani, para dar 5 dicas de como tornar sua empresa relevante na internet. E de quebra, uma dica bônus sobre “influenciadores digitais”.

Cinco dicas (e um bônus) de como ser relevante na internet

1- Conheça sua empresa: Para Letícia, antes de qualquer outro passo, o comerciante deve conhecer sua empresa. Isso inclui, capacidade de produção, estoque, logística. “Não adianta querer aumentar as entregas, se você não produz o suficiente”, exemplifica. 

Outro fator salientado pela publicitária, baseado na sua experiência com comerciantes locais, é a questão dos funcionários. “Uma empresa não existe sem funcionários e todos têm que estar na mesma intenção: crescer”. Para Letícia, um bom atendimento garante que o cliente volte a comprar na sua empresa.

2- Conheça seu produto: Pode parecer óbvio, mas a especialista em Comunicação e Marketing garante que a maioria dos comerciantes “não sabe falar sobre o seu produto”. A dica da publicitária é: “Não pense só em vender, mostre a utilidade do seu produto”. Letícia afirma que a internet é sim uma grande vitrine, mas que os clientes precisam entender da funcionalidade daquele produto antes de realmente efetuar a compra. 

3-Conheça seu cliente: Para Letícia, que mora em São João del-Rei, o comércio local tem uma “política de fidelidade” muito atrasada. “Aqui em São João eles te dão um cartão fidelidade da loja e isso só te dá mais trabalho. Você tem que lembrar de sair com cartão. Lembra de pedir para carimbar depois de cada comprar, e, depois, ainda têm que lembrar pro vendedor que você é fiel, que está na 10ª compra, por exemplo, e que merece um brinde”, disse.

A dica de Letícia é apostar na surpresa; “Eu acho que os comerciantes deveriam ter um ‘histórico de compras’ do cliente. Se for uma loja de roupas, por exemplo, o vendedor tem que saber o que o cliente mais compra, e, sempre que tiver novidade, entrar em contato com o mesmo e informar sobre a disponibilidade do produto” e complementa: “Nós não compramos em só uma loja, então é o vendedor que têm que me lembrar que eu sou fiel e que aquela é a minha 10ª comprar e que eu vou ganhar um brinde ou um desconto”. 

A última dica com relação ao cliente é conhecer as suas necessidades. Para Letícia, as lojas devem “stalkear” seus clientes. “Hoje em dia as pessoas postam tudo nas redes sociais. Então, se eu vendo biquíni, por exemplo, e sei que minha cliente está pensando em passar férias na praia, eu posso ir até o direct dela e oferecer meu produto. Isso vale pra qualquer segmento, seja de roupa, alimentício ou de serviço”, garante Letícia.

4- Invista no Marketing: Letícia contou que muitos comerciantes em São João del-Rei ainda não sabem o que é marketing. Para ela, “o marketing começa no balcão do estabelecimento e se estende até a venda online”. Para ela, o investimento em marketing engloba desde a escolha dos seus funcionários, a capacitação desse pessoal e o alinhamento das expectativas de crescimento com a realidade do trabalho. “Não adianta o patrão querer dobrar o faturamento, se o funcionário não quiser vender, assim como não adianta se esforçar para desempenhar um bom trabalho, mas o patrão não dá condições pra isso”, pontuou.

5- Exista na internet: “A única possibilidade de não existir na internet, é se a internet não existir”, garante Letícia. Ainda falando sobre marketing, a publicitária garante que as redes sociais são apenas a vitrine e que os sites são ainda muito relevantes na formação de opinião dos consumidores. “Não adiante ter milhões de seguidores no Instagram, se você não oferece uma experiência satisfatória no seu site, ou pior, se você não tem um site”, afirmou.

Letícia também aconselha que os empresários não usem as redes sociais apenas com o intuito de vender. “Invista no conteúdo. Não penso só em vender, aproveite suas redes pra mostrar a utilidade do seu produto” ensina. 

Letícia Cipriani, publicitária são-joanense, especialista em Marketing e Comunicação, e proprietária da agência TACO. Foto: Reprodução / Redes Sociais

Dica Bônus: Não é possível mais imaginar as compras na internet, desvinculadas das indicações dos “Influenciadores Digitais”. Essas pessoas têm a função de testar e recomendar os produtos, por meio de parcerias com lojistas ou marcas. Para Letícia, a estratégia é muito interessante, mas faz algumas ressalvas. “Tenho uma boa relação com a maiorias dos influenciadores digitais na cidade, mas ainda acho que o número de seguidores não define o sucesso das vendas. Para mim, as lojas deveriam apostar na influência dos clientes e na divulgação ‘boca a boca’. Um cliente com poucos seguidores, mas que foi bem atendido, vai voltar a comprar na sua loja e vai recomendar que os amigos e seguidores também comprem” relata Letícia.

Letícia sugere que os comerciantes façam parcerias com influenciadores sempre para engajar a experiência com o produto. “Não pague pra alguém falar bem do seu produto. Ofereça o seu produto e deixe com que as pessoas tirem suas próprias conclusões”, disse Letícia, que completou dizendo que, seguindo as regras anteriores, a chance do comerciante não obter resultados positivos é mínima.

Letícia ainda indica que os comerciantes, antes de buscar parceria com alguém na internet, conheça essa pessoa. “Veja como ela se comporta e se isso condiz com os princípios da sua empresa. Não dá pra vender um produto voltado ao público negro, por exemplo, e contratar um influenciador com posições racistas”, concluiu a publicitária.

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