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São João del Rei - MG

Opinião Editorial

Comissão de Saúde da Câmara Municipal de SJDR tem muita palavra e pouca ação

Aqui em São João del-Rei, até agora, as propostas da Comissão foram em vão!

10/03/2021 às 17h52 Atualizada em 10/03/2021 às 21h29
Por: Adriano Vianini
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Editorial

A Câmara Municipal de São João del-Rei criou uma Comissão de Saúde para que, em parceria com outras entidades da sociedade civil, discuta, elabore e proponha ações que visem o enfrentamento da pandemia no município. Proposta louvável e com boas intenções de alguns, porém sem ações concretas por parte do nosso Executivo Municipal.

A pandemia vem matando quase 2000 mil pessoas por dia no Brasil. Em Minas Gerais foram 219 mortes nesta quarta-feira (10). Aqui em São João del-Rei, até agora, as propostas da Comissão foram em vão! E sem alarde, a Santa Casa de Misericórdia e o Hospital N. S. Das Mercês já trabalham com a capacidade máxima.

A sensação de quem saiu da reunião da Comissão de Saúde hoje (10), pela manhã, foi de perda de tempo e palanque político, haja vista, a ausência de representantes do Executivo, especialmente da secretária de governo, Adriana Rodrigues, que como todos sabem é quem decide tudo no Comitê Covid-19 do município. Leia mais aqui!

Não faltam boas intenções na Comissão. Há quase um ano vereadores e representantes da sociedade civil vêm tentando fazer alguma coisa por São João del-Rei. A fala mais coesa e contundente na manhã de hoje foi a do presidente do Sindcomércio de SJDR, Wainer Haddad, que cobrou ações mais efetivas do município e ressaltou que “só preocupação não vai adiantar. Vamos continuar nos reunindo aqui o tempo inteiro, culpando o Hospital, a Santa Casa, o comércio. E quem é realmente o culpado? Somos todos nós. Estamos sendo irresponsáveis, não estamos tendo o mínimo de ações a serem feitas.”

E de fato toda a reunião foi assim. Alguns que estavam ali pareciam fazer papel de bobo, principalmente o Secretário de Saúde (leia mais aqui). "O que adianta ficar discutindo se quem decide não está aqui e não ouve ninguém. Nada é feito na prática. So falação”, desabafou outra fonte ouvida pelo Mais Vertentes. 

Enquanto às decisões em relação ao Covid forem tomadas às portas fechadas, pelo Executivo, entre a secretária de governo e o prefeito - que não são técnicos - vamos todos morrer.

O prefeito Nivaldo de Andrade (PSL) segue à risca as ordens da secretária de governo. Porém, o prefeito pode, e deve, fazer muito mais que simplesmente seguir a onda do Minas Consciente. Poderia, por exemplo, adequar a onda para a realidade local. Também pode intensificar a fiscalização e punir os infratores, ao contrário do que vem fazendo desde o início da pandemia. Festas aconteceram e estão acontecendo até hoje, sem nenhuma atitude do Executivo. Até quando vamos suportar essa ineficiência do Executivo Municipal? 

Ontem (9), lamentavelmente, a prefeitura de Angra dos Reis foi invadida por manifestantes contrários às restrições na cidade e teve quebradeira e perseguição ao prefeito.

Já em alguns municípios mineiros, a população e empresários cansaram das restrições sem resultados práticos, da ineficiência do poder público local e criaram um movimento de “desobediência civil”. Em carta aberta a prefeita e governador, empresários de Uberaba, no Triângulo Mineiro, refutam os decretos de fechamento do comércio emitidos e exigem o Direito Constitucional da Livre Iniciativa (Art. 1o, IV, CF e Art. 179, CF) e da Dignidade da Pessoa Humana (Art. 1o, III, CF). Um movimento extremista e inconstitucional, mas que vai ao encontro do que vem pregando o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Esse movimento já assombra o governo do Estado e a tendência é que cresça. Se acontecer, será terreno fértil para muitos comerciantes são-joanenses e parte da população que, nos bastidores, já se organizam e flertam com o movimento de Uberaba.

Não podemos chegar neste extremo. E para frear isso, nosso prefeito e sua secretária de governo devem legitimar a Comissão de Saúde e ouvir, de fato, as demandas da sociedade civil, além de agir rápido. O que se vê, até o momento, é "muita palavra e pouca ação”; e “onde não se tem penalização, não tem obediência”, como ressaltaram membros da Comissão de Saúde. 

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