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Ouro Branco: UFSJ executa obra de recuperação da voçoroca no Campus Alto Paraopeba

A obra que ocorrerá no campus de Ouro Branco visa estabilizar e recuperar a voçoroca, além de estabelecer o trânsito no local

07/05/2021 15h40
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Por: João P. Sacramento
Foto: Internet / Reprodução
Foto: Internet / Reprodução

A UFSJ iniciou, na última segunda (03), as obras de estabilização e recuperação da voçoroca que atinge o Campus Alto Paraopeba (CAP), em Ouro Branco. Representantes da UFSJ e da empresa Alugane Construções e Serviços Ltda participaram de reunião recente, para apresentação do novo levantamento topográfico elaborado pela empresa que prestará o serviço. 

O estudo mostrou a exata situação na qual se encontra a erosão do solo e atualizou quantitativos em termos de volume, evolução da área erodida, entre outras informações. Para o diretor da Divisão de Projetos e Obras da UFSJ, Sérgio Luiz Fernandes Meloni, a obra, licitada no final do ano passado, trará diversos benefícios para o Campus.

“As atividades realizadas no local vão permitir que o trânsito no anel viário do CAP seja restabelecido, permitindo que os veículos voltem a circundar o Campus. A pista de estacionamento, que se encontra interditada, também será liberada, proporcionando mais conforto às pessoas que acessam a Universidade”, afirmou Sérgio Meloni.

O plano de obra a ser executado prevê: preparação do terreno, recomposição do talude adjacente à pista de veículos, execução de um dreno profundo com manilhas de concreto e de canaletas de proteção dos taludes, e construção de escadas hidráulicas. Os taludes recompostos também contarão com proteção por meio de biomanta e hidrossemeadura. Já a pista danificada receberá novo pavimento asfáltico e terá os meio-fios e sarjetas recompostos. A obra contará ainda com a parceria da Gerdau, que irá fornecer matéria-prima para recomposição do talude. 

Oportunidade de estágio

A empresa contratada também irá contribuir com a formação complementar dos estudantes de Engenharia Civil do Campus Alto Paraopeba. Vagas de estágio serão disponibilizadas para atuação durante as obras de recomposição da voçoroca. As oportunidades serão divulgadas pelo Setor de Estágios da UFSJ neste link.

O coordenador do curso de Engenharia Civil do CAP, Emmanuel Kennedy da Costa Teixeira, enfatizou a importância do estágio na formação dos estudantes e destacou a relevância da parceria firmada entre a UFSJ e a empresa contratada. “O estágio faz com que os alunos estejam diante de situações reais do universo da Engenharia que possibilitam a associação da teoria vista ao longo do curso com o ambiente profissional. A atuação no estágio permite também que o engenheiro em formação desenvolva um pensamento crítico, despertando sua capacidade para a resolução de problemas.” Para o professor Emmanuel Teixeira, “as atividades proporcionam ao estudante a oportunidade de ensaiar, ainda na graduação, certos comportamentos e situações que irá vivenciar na vida prática e profissional”, complementa. 

Imagem do vídeo que a UFSJ divulgou, sobre a situação do local. Foto: Reprodução / YouTube

Características do fenômeno

A voçoroca que atinge o Campus Alto Paraopeba possui causas relacionadas à composição do solo do local. Formado por diferentes minerais, o solo da área comprometida apresenta grande heterogeneidade, o que caracteriza um alto potencial erosivo. A inclinação da região também contribui para o agravamento do problema. 

O professor do curso de Engenharia Civil, Tales Moreira de Oliveira, desenvolve pesquisas sobre o fenômeno geotécnico que atinge o campus e explica que a  passagem da água pluvial pelo solo promove o desprendimento de partículas que vão sendo levadas pela enxurrada. “Essa movimentação, com o passar do tempo, pode causar fissuras no solo, chamadas de ravinas, que evoluem de tamanho e profundidade, chegando ao estágio de voçorocamento.”

O professor Tales Oliveira detalha ainda que, no local onde o fenômeno ocorre no CAP, a água da chuva consegue alcançar uma velocidade suficiente para gerar uma erosão hídrica laminar capaz de arrastar partículas do solo, iniciando o processo erosivo. O pesquisador aponta a presença de vegetação predominantemente rasteira, que deixa o solo exposto, como outro fator que contribuiu para esse processo.

Com informações: AsCom UFSJ

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