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Opinião Aí, que absurdo!

Bando de Cafonas: Um relato sobre a cafonice são-joanense

Aí, que cafona!

14/06/2021 às 17h32 Atualizada em 15/06/2021 às 10h29
Por: João P. Sacramento
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Foto: Vídeo / Mais Vertentes
Foto: Vídeo / Mais Vertentes

As casas de saúde em chamas, a Covid batendo recordes na cidade, a economia clamando por um milagre, mas eu preciso falar sobre os cafonas são-joanenses e da cafonice que nos domina. 

Poderíamos falar das roupas cafonas que usam ou das postagens "estilo ostentação" nas redes sociais. Mas vamos nos ater ao negacionismo dessa turma "elitista" que acha que tudo é invenção da China, da Globo e dos comunistas. Vamos nos ater em expor o comportamento, o mau gosto crônico, da falta de compostura, da ignorância por opção e do atraso das ideias nas terras de Dom Lucas Moreira Neves.

Por aqui, a cafonice já começa se misturando à vulgaridade. Os cafonas são-joanenses adoram falar alto e, com o dedo pra cima, se orgulham de suas grosserias. Os cafonas acham que tudo podem, esfregando sua tosquice na cara do povo - especialmente se não fazem  parte da burguesia decadente e atrasada.

Por aqui ainda há um atraso das ideias, com requinte de falta de compostura. É no uso de palavras de baixo calão, na deselegância pública, na ignorância seletiva, e nas mentiras ditas com a boca de quem pede voto. Os cafonas brigam por causa da política, mas não sabem discutir políticas. Querem todo mundo igual, cantando o hino em cerimônias oficiais. Os cafonas fazem vista grossa pro transporte público, mas, afinal, nunca usaram o transporte público. 

Ética é uma coisa cada vez mais escassa nessa cidade, só não está mais em falta que os charlatões que brotam dos esgotos que saem dos casarões do centro e caem no Rio Lenheiros. Acham que enganar, roubar e desviar é okay. Para os cafonas que se orgulham de ser agressivos, a gentileza, educação e bons modos é tudo coisa de maricas. Afinal, para que serve bons modos nos dias de hoje? 

Os ruidosos cafonas são-joanense querem mandar cimentar o Córrego do Lenheiro e ladrilhar a Ponte da Cadeia. Os cafonas são sempre de uma "classe superior" e gostam de ostentar crachá, sobrenome ou o bairro onde moram, mesmo que sejam pelas aparências. Adoram frases de efeito e piadas em momentos impróprios. 

Os cafonas saem sem máscara na rua - e se orgulham disso nas redes sociais -, mas usam máscaras nas relações pessoais. Fazem festa na pandemia e barraco no condomínio por causa de festa na pandemia. Vão jantar em Tiradentes, mas acham tudo na cidade caro. Gostam de estourar champanhe na pandemia, mas  ignoram as 183 mortes e as UTIs lotadas na cidade. Ostentam nas redes sociais com seus telefones de 8 mil reais. 

Os cafonas querem mandar na polícia, na política, na justiça, na saúde e no comércio. Também não valorizam nada que é local, mas adoram usar camisa de time daqui. Porém não vemos um incentivo quando o assunto é dar um real para assistir a uma partida de futebol.

Os cafonas saem sem máscaras no Carnaval, mas colocam para fazer bonito na Semana Santa. Querem participar das festas para falar mal depois. Os cafonas falam mal de tudo e de todos, mas não conseguem ouvir verdades sobre eles próprios. E mandam censurar o jornal local.

Os convictos cafonas são-joanense desprezam a ciência, porque ninguém pode ser mais sábio que eles próprios. A cafonice detesta a imprensa, pois não quer ter que entender nada. Cafonas odeiam o diferente, pois não têm um pingo de originalidade em suas veias. 

Seguros de si, acham que o cuidado com o outro não tem necessidade e que desculpa não se pede. Falam o que pensam, principalmente porque não pensam. Furam filas para tudo - até da vacina -, cantam pneus e passam sermões. Fazem caridade para postar nas redes sociais.

Na cidade da Maria Fumaça, os cafonas querem ser autoridades para poder dar carteiradas. Os cafonas são-joanenses não tem vergonha na cara!

Me diga caro leitor, existe algo mais cafona do que um rico sitiante de Tiradentes roubando? Por aqui, ser chique mesmo é ser humilde, honesto, ajudar o próximo sem olhar quem é, e, principalmente, não ter o rabo preso com ninguém. Só o bom gosto pode salvar esta cidade!

Texto adaptado de “Bando de Cafonas” (Fernanda Young, 2019)

 

Nossa diva - rica mesmo!
Narciza Claudia Saldanha Tamborindeguy

Aí, que loucura! Aí, que absurdo! é uma coluna social e de fuxico do portal Mais Vertentes.

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