Domingo, 28 de Novembro de 2021
17°

Poucas nuvens

São João del Rei - MG

Polícia Operação

"Ponto sem nó”: Operação investiga grife Skazi por fraude milionária e lavagem de dinheiro

Os suspeitos seriam responsáveis por executar um esquema estruturado e contínuo de sonegação de ICMS na comercialização de roupas e acessórios de luxo

22/06/2021 às 13h51
Por: João P. Sacramento
Compartilhe:
Foto: Ministério Público de Minas Gerais
Foto: Ministério Público de Minas Gerais

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), junto com a Polícia Civil e a Receita Estadual, deflagraram, na manhã desta terça-feira (22), uma operação contra uma fraude milionária e lavagem de dinheiro praticados por empresários, diretores e funcionários de uma empresa do ramo de moda feminina conhecida internacionalmente e sediada em Belo Horizonte: a Skazi. Os principais alvos da operação estão na sede da empresa no bairro Prado, região Oeste da capital. 

A operação recebeu o nome de “Ponto Sem Nó” e, ao todo, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte e em Nova Lima, na região metropolitana da capital. Além de crimes tributários, os investigados podem responder por organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. 

Foto: Ministério Público de Minas Gerais

Segundo as investigações, os suspeitos seriam responsáveis por executar um esquema estruturado e contínuo de sonegação de ICMS na comercialização de roupas e acessórios de luxo, causando um prejuízo milionário aos cofres públicos. O valor desse prejuízo não foi divulgado pelo Ministério Público.

"Chamou a atenção da receita a questão deles estarem no Simples Nacional. Só vocês terem uma ideia, o mercado da moda, Belo Horizonte é um polo da moda, né? E esse mercado da moda ele movimento por ano algo como 1,7 bilhão de reais de movimentação econômica. Aí chamou a atenção o recolhimento da empresa. No Simples Nacional, eles não estavam recolhendo a altura do porte", contou Francisco Lara, auditor fiscal e coordenador da operação.

Foto: Ministério Público de Minas Gerais

A empresa tem nome reconhecido no mercado e foi adquirida em 2019 por um grupo que administra outras marcas famosas nacionalmente. A grife, segundo o MPMG, participa de importantes eventos de moda pelo país com contratação de celebridades e influenciadores digitais para divulgação na mídia e redes sociais. 

Os suspeitos atuavam vendendo mercadorias sem emissão de notas fiscais e com inserção de valores abaixo dos preços pagos pelos clientes. As investigações apontam também que o grupo econômico, de forma proposital, se organizou de modo fragmentado em pequenas empresas, algumas com nome de “laranjas” com o interior de enquadramento simulado no Simples Nacional, assim se beneficiando da diminuição ilícita dos tributos devidos. A operação é do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA), que é formado pelo Ministério Público de Minas Gerais, Receita Estadual e Polícia Civil.

 

 

Faça parte e ajude o Mais Vertentes

Precisamos de você para seguirmos independentes, investigativos e fortes. Ajude-nos com o jornalismo que nasceu para cutucar e mudar. Ou vai continuar lendo só o que eles querem que publique? 

Ajude aqui o Mais Vertentes!

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Ele1 - Criar site de notícias