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Brasil: Sem adesão total, caminhoneiros anunciam greve nacional contra Governo Federal

Os caminhoneiros anunciam greve para o próximo dia 26; A categoria está dividida e cobra promessas não cumpridas pelo governo Bolsonaro

21/07/2021 às 14h27
Por: João P. Sacramento
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Foto: Internet / Reprodução
Foto: Internet / Reprodução

Cinco meses após a tentativa mal sucedida de uma paralisação, os caminhoneiros anunciaram greve nacional a partir da meia-noite da próxima segunda-feira (26). A categoria cobra promessas “não cumpridas” pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que recebeu muitos votos dos motoristas de caminhão nas eleições de 2018. 

Dentre as cobranças, estão a redução do preço dos combustíveis, a efetivação do piso mínimo e a liberação de pedágio para veículos sem carga. “Bolsonaro disse que ia apoiar os caminhoneiros, mas nunca fez nada por nós. Muitos motoristas se arrependem de ter apoiado ele”, relata Plínio Dias, presidente do Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Carga (CNTRC).

Em fevereiro, o movimento de greve não se efetivou, porque entidades de classe próximas ao governo e caminhoneiros simpatizantes de Bolsonaro encararam a proposta como protesto político. Segundo a reportagem do UOL, a divisão da classe continua, mas a expectativa é que a adesão agora seja maior.

“Temos muitas entidades que na outra oportunidade foram contra a paralisação e desta vez estão a favor”, diz José Roberto Stringasci, presidente da Associação Nacional do Transporte no Brasil. Os organizadores apostam que o movimento será grande, pois a insatisfação dos caminhoneiros com o governo só aumenta. “Viram que se não fizermos algo, a categoria do caminhoneiro autônomo será extinta”, aponta Stringasci.

“Tivemos uma reunião no dia 29 com o presidente da Petrobras, General Silva e Luna, para mostrar nossa preocupação com o preço dos combustíveis”, conta Dias.  “O que tivemos desde então foi um novo aumento.” 

Para Dias, os motoristas não vêem sentido na argumentação do presidente Bolsonaro, que culpa os tributos cobrados por governadores pelo aumento do preço dos combustíveis. “Quem manda na Petrobras é o presidente, ele pode acabar com o preço de paridade internacional”, argumenta o presidente da CNTRC. 

Apoiadores do Presidente desencorajam a paralisação

Porém, não são todos que acreditam na paralisação. Para Junior Almeida, presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga de Ourinhos e Região, por sua vez, acredita que a paralisação não vai vingar. “Não há união nem para ajudar um companheiro na estrada, como vão falar em greve?”, criticou ele, em vídeo publicado no Instagram.

Apoiadores do presidente Bolsonaro infiltrados nos grupos de mensagem dos profissionais, enviam textos desencorajando a paralisação. “A gente está calejado, já sabemos quem está vendido e quem está comprado”, garante o diretor da Cooperativa de Transportadores Autônomos de Carga do Brasil, Gilson José da Cruz, o Mazzaropi.

Fonte: Metrópoles

 

 

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