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Política Aécio Neves

STF encerra inquérito sobre supostos repasses da Odebrecht para Aécio Neves

Ministros Gilmar Mendes e Nunes Marques votaram pelo trancamento da investigação que apura repasses da Odebrecht para a campanha presidencial do tucano em 2014

06/09/2021 às 14h49
Por: Adriano Vianini
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Foto: André Dusek/Estadão Conteúdo (2013)
Foto: André Dusek/Estadão Conteúdo (2013)

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal encerrou na última terça-feira (31), inquérito que investigava supostos repasses ilegais ao deputado federal, Aécio Neves (PSDB-MG), pela Odebrecht durante a campanha à Presidência em 2014.

Aécio Neves era investigado por suspeitas de corrupção passiva e ativa e também lavagem de dinheiro. De acordo com delatores da Operação Lava Jato, o montante repassado era para ser usado na campanha do tucano para a Presidência da República em 2014. Após o julgamento, a defesa do deputado divulgou nota na qual afirma que "depois de quatro anos de investigações ficou provado que não houve qualquer ato ilícito praticado pelo deputado Aécio Neves, que lamenta apenas o tempo de exposição a que foi submetido a partir de falsas narrativas feitas sem provas por delatores em busca de sua própria absolvição", diz o advogado, Alberto Zacharias Toron.

O advogado de defesa também comemora a decisão do arquivamento, pois "seguiu o entendimento consolidado no STF de que uma investigação não pode perdurar infinitamente sem qualquer elemento de prova que a sustente", informou Alberto Toron.

Os ministros Gilmar Mendes e Nunes Marques votaram pelo trancamento da investigação. Os ministros discutiram um recurso da Procuradoria-Geral da República contra a decisão do ministro Gilmar Mendes, relator, que havia enviado o caso para a Justiça Eleitoral e um pedido da defesa do senador para que o inquérito fosse encerrado.

Já o ministro, Edson Fachin, votou pela remessa do caso para a Justiça Federal, por entender que os indícios eram de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro; enquanto o ministro, Ricardo Lewandowksi, votou a favor de que o processo fosse encaminhado para a Justiça Eleitoral.

 

Com informações: G1 Política e Assessoria de Comunicação

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