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Dom José Eudes Campos do Nascimento

Entrevista para o Nossa Gente do Mais Vertentes

03/03/2019 15h46Atualizado há 2 semanas
Por: Adriano Vianini
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Dom José Eudes Campos do Nascimento. Foto: Diocese de SJDR
Dom José Eudes Campos do Nascimento. Foto: Diocese de SJDR

Nomeado em 12 de dezembro de 2018, pelo Santo Padre Francisco, como Bispo da Diocese de São João del-Rei, Dom José Eudes Campos do Nascimento, aos 53 anos, tem a missão de dar continuidade aos trabalhos de evangelização já realizados pelo saudoso dom Célio, além de santificar, ensinar e governar as 42 paróquias da diocese de São João del-Rei e de quase todas as cidades do Campo das Vertentes. "Sem dúvida será um reforço do trabalho já existente, tendo apoio dos padres e da comunidade, leigos e leigas", explica D. José Eudes. ​

Nascido no dia 30 de abril de 1966, em Barbacena/MG, José Eudes Campos do Nascimento é o sétimo filho do casal, João Batista do Nascimento e Virgínia Campos do Nascimento. Ingressou na Congregação de São João Bosco, os salesianos, realizando o aspirantado em Cachoeira do Campo (1983). Terminada esta etapa foi encaminhado para a casa dos salesianos, em Pará de Minas, onde permaneceu durante quatro anos. Fez ainda um ano de filosofia em São João del-Rei (1988), ligado à congregação de Dom Bosco. Depois, transferiu-se para a Arquidiocese de Mariana. Fez o restante do curso de filosofia em Belo Horizonte, no Instituto Santo Tomás de Aquino (1989-1990). Terminado o curso de filosofia, foi para o Seminário São José, da Arquidiocese de Mariana, onde fez o curso de Teologia (1991 – 1994).

Foi ordenado diácono aos 15 de agosto de 1994, em Mariana, também serviu em Congonhas, Catas Altas da Noruega, Rio Pomba até ser nomeado Bispo da Diocese de Leopoldina, em 2012.

Confira a entrevista que D. José Eudes concedeu a Mais Vertentes:

D. José Eudes

Mais Vertentes: O Senhor foi ordenado diácono em 1994, em Mariana. Viveu muito tempo entre Mariana, Congonhas e Ouro Preto, portanto conhece muito bem a realidade local. Como o senhor vê as tragédias que ocorreram em Mariana e Brumadinho?

D. José Eudes: Infelizmente deparamos com essas notícias de destruição, de desrespeito com a humanidade. Os danos humanos e socioambientais são irreparáveis. É um momento de repensar nas prioridades que tem se dado à vida. O valor que tem se dado a humanidade e todo o projeto da Criação de Deus. É um momento de, como cristãos, nos solidarizarmos com as famílias que sofrem. Ter empatia. Creio que qualquer atividade que tenha a natureza como fonte de renda deve ser desenvolvida com responsabilidade e respeito às pessoas e ao meio ambiente. Os interesses econômicos não podem se sobrepor à preservação do planeta e a vida das pessoas. Não podemos ficar de braços cruzados. É um papel da Igreja estar junto com a comunidade, com o governo público, para a preservação da Casa Comum.

Mais Vertentes: Como foi essa passagem de Dioceses de Leopoldina para São João del-Rei?

D. José Eudes: Recebi a notícia com certa surpresa, visto que estava em Leopoldina há apenas 6 anos. Mas fiel ao meu lema episcopal percebi que Deus me chamava para servir no amor outra igreja particular. Sempre carrego comigo o pensamento de São João Bosco “O senhor colocou-nos neste mundo para os outros”, então, minha vida de ministro ordenado e como bispo é servir onde o Senhor me enviar, sendo assim, disse ‘Eis-me aqui’.
 

Mais Vertentes: Além de líder católico destacado, o senhor é também um intelectual respeitado. Com essas credenciais, que impressões e opiniões tem sobre o novo rebanho que lhe cabe pastorear na região?

D. José Eudes: Conheço relativamente bem a cidade de São Joao del-Rei porque morei aqui nos primeiros anos de minha formação presbiteral. Quanto à diocese, sei que há uma valorização das tradições religiosas, sei da importância da diocese no que se refere a estas mesmas tradições. Mas sei também que há um povo bom e acolhedor de muitos trabalhos sociais ligados à diocese. Conheço pouco, ainda, mas estou aberto para acolher as diversas realidades da igreja particular.
 

Mais Vertentes: Quais os planos para o trabalho frente à diocese de SJDR e região?

D. José Eudes: Nesse primeiro momento, através das visitas e celebrações que fiz nas 42 paroquias, pude ir conhecendo as realidades da Diocese. A ideia é dar continuidade nos trabalhos de evangelização já realizados pelo nosso querido e saudoso dom Célio. Sem dúvida será um reforço do trabalho já existente, tendo apoio dos padres e da comunidade, leigos e leigas.

 

Mais Vertentes: E como vê a diocese de SJDR?

D. José Eudes: Eu pude perceber uma participação muito bonita do nosso povo. Um povo muito acolhedor, organizado e carinhoso. Percebo um povo de muita fé, com trabalhos bonitos já existentes em nossa diocese. 
 

Mais Vertentes: Como pensa em entusiasmar os jovens com a Igreja novamente?

D. José Eudes: A Diocese já possui um trabalho com os jovens através do Setor Diocesano de Juventude. São muitos trabalhos e pastorais que agregam os jovens, que estão sempre presentes em nossas celebrações. Minha palavra é de incentivo, estar presente nessa atuação.
 

Mais Vertentes: O tema da campanha da fraternidade 2019 é “Fraternidade e Políticas Públicas”. O senhor já mobilizou alguns políticos da região para falar sobre o tema. O senhor acredita ser possível envolver a política no bem comum? Como o senhor tem visto a política no Brasil nos últimos anos?

D. José Eudes: A própria proposta da CF nos leva a refletir as Políticas Públicas. Tenho reforçado muito isso nas visitas que fiz pela diocese, tentando motivar nossos leigos e leigas a um envolvimento maior com essa temática. É preciso que ela dê frutos na vida de nossa Igreja. Nesse contato com as autoridades da região eu pude apresentar a eles o Texto-Base e parte do material da campanha e pedi que eles pudessem adquirir esse material, estudar e colocar em prática nas Câmaras de Vereadores e prefeituras. Ver o sofrimento do nosso povo e fazer algo para melhorias. Mas tenho reforçado que a iniciativa também deve ser do povo. Vemos um desânimo diante da situação do nosso país e, por isso, precisamos descruzar os braços e fazer cobranças de nossos governantes. Fico feliz em ver toda a mobilização que essa campanha tem proporcionado e espero que ela traga bons frutos.
 

Mais Vertentes: Fora do seu cargo, como ocupa seu tempo livre?

D. José Eudes: O bispo tem, pelo menos um dia, para arejar a mente. Esse tempo livre sempre uso para visitar a família, amigos, organizar a semana. É um momento de descanso, de lazer.


Agradecimentos: Diocese de São João del-Rei

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