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Campo Belo: Após caso de “vaca louca”, Arábia Saudita suspende importações de carnes de cinco frigoríficos mineiros

Um dos frigoríficos fica em Campo Belo; O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento está trabalhando para reverter a decisão árabe

16/09/2021 às 14h11 Atualizada em 16/09/2021 às 15h39
Por: João P. Sacramento
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Imagem meramente ilustrativa. Foto: Internet / Reprodução (Diário do Comércio)
Imagem meramente ilustrativa. Foto: Internet / Reprodução (Diário do Comércio)

Após autoridades brasileiras identificarem um caso de encefalopatia espongiforme bovina (EEB), o mal da "vaca louca", Arábia Saudita suspendeu as importações de carne bovina de cinco frigoríficos brasileiros, no último dia (06). Segundo publicação da Saudi Food and Drug Authority (SFDA), a agência governamental que regula alimentos e medicamentos no país, o motivo não foi informado, mas as unidades estão localizadas em Minas Gerais, onde o caso foi identificado. 

A suspensão das compras teve início no início do mês, com o Ministério da Agricultura confirmando na segunda-feira, 13, que o motivo da suspensão está relacionado ao caso atípico de EEB. Em nota, a pasta informou que já estão sendo realizadas reuniões, "mas não há previsão sobre a retirada das suspensões".

Os frigoríficos mineiros afetados pela suspensão são: 

  • Supremo Carnes, em Campo Belo e Ibirité; 
  • MaxiBeef Carnes, em Carlos Chegas; Dimeza Alimentos;
  • Grupo Fricon, em Contagem;
  • Plena Alimentos S/A, de Pará de Minas.

Estes frigoríficos estão proibidos de exportar os seus produtos de carne bovina para a Arábia Saudita. A decisão saudita entrou em vigor justamente no dia em que a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) concluiu que os dois casos da doença, identificados em Minas Gerais e Mato Grosso, não representam risco para a cadeia de produção bovina brasileira.

O Ministério da Agricultura deverá ampliar as negociações para reverter a medida tomada pelas autoridades árabes. A suspensão deve ter um impacto limitado sobre as ações de empresas de proteína animal de capital aberto no Brasil.

Em maio, a Arábia Saudita interrompeu as compras de carne de aves de 11 frigoríficos brasileiros, dentre eles, sete unidades da Seara, da JBS. O embargo ainda não foi retirado. Os embarques de carnes continuam paralisados também para a China, e da mesma forma, não há previsão de retomada das vendas da proteína bovina aos chineses.

Com informações: Jornal de Lavras

 

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