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Cultura Novas descobertas

Pinturas rupestres também são descobertas na Serra São José

Além da Serra do Lenheiro, esse é o primeiro sítio arqueológico encontrado na Serra São José, em Prados. Estudos sobre o novo sítio estão em andamento

24/09/2021 às 16h52 Atualizada em 24/09/2021 às 21h30
Por: David G. Ferreira
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Pintura rupestre da Serra São José. Foto: Equipe UFSJ
Pintura rupestre da Serra São José. Foto: Equipe UFSJ

Muito antes da invasão portuguesa em Brasilis (terras brasileiras) existiam povos nativos que a milhares de anos habitavam essa região. Pesquisadores tentam compreender seus modos de vida, crenças e hábitos, e uma grande e recente descoberta na Serra São José pode ajudar, ainda mais, a compreender quem eram esses povos. 

Tratam-se de magníficas pinturas rupestres descobertas há dois meses em um novo sítio arqueológico na região de Prados/MG, sendo esse o primeiro encontrado na Serra São José. 

O sítio recebeu o nome de “Cambotá”, em homenagem a uma árvore da região. Pesquisadores da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) e do Instituto Estadual de Florestas (IEF) estiveram no local e validaram o sítio, iniciando estudos necessários para a compreensão das pinturas.

No acervo rupestre, podemos ver figuras zoomórficas quadrúpedes e um animal que se assemelha muito a uma libélula, além de belíssimas figuras geométricas. Todas as pinturas têm um tom amarelado, e são bem diferentes das pinturas encontradas na Serra do Lenheiros, descobertas por militares nos anos 70 e que desde então vêm sendo estudadas.

A arte rupestre é o conjunto de pinturas e gravuras deixadas pelas populações antigas em pedras, paredões e rochedos, sendo um registro humano de valor incalculável. Segundo a pesquisadora e especialista da UFSJ, Drª Maria Leônia Chaves de Resende, “Minas Gerais é reconhecido mundialmente como celeiro de riquíssimas manifestações de arte rupestre”, disse.

A localização exata das pinturas ainda não poderá ser divulgada, pois estão sendo realizados estudos de reconhecimento e preservação do local. Também não é recomendado a visita às pinturas por estarem em área de difícil acesso e também para evitar degradação. Acredita-se, ainda, que há mais sítios arqueológicos na Serra São José ainda não descobertos.

As recentes queimadas na região acenderam um alerta na comunidade científica, pois além de danificar o meio ambiente, pode também danificar futuros achados históricos que poderiam nos ajudar a compreender a história dos povos que aqui habitavam em um passado remoto.

Nossa equipe entrou em contato com a ASCOM da UFSJ para mais informações, mas ainda não obteve resposta.

Interessados em estudos sobre povos nativos, o site Mundos Nativos, fomentado pela Drª Maria Leonia Chaves de Resende possui um enorme acervo gratuito de livros e informações necessárias para o entendimento do assunto.

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