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Geral Greve

PM cria 'central de escoltas' para garantir que caminhoneiros que seguem trabalhando possam circular

Governador Zema (Novo) diz que "outras soluções também estão sendo viabilizadas para que não haja desabastecimento e que as pessoas possam trabalhar"

22/10/2021 às 14h18 Atualizada em 22/10/2021 às 14h48
Por: Thais Marques
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Fila no bairro Fábricas, em São João del-Rei, em um posto próximo ao Parque de Exposições. Foto: Reprodução/Leitor Mais Vertentes
Fila no bairro Fábricas, em São João del-Rei, em um posto próximo ao Parque de Exposições. Foto: Reprodução/Leitor Mais Vertentes

O governo de Minas Gerais ainda não sinalizou a intenção de marcar uma reunião para negociar com os tanqueiros que estão em greve no estado desde quinta-feira (21). Diversas cidades mineiras enfrentam postos de gasolina sem combustíveis, com filas enormes e com inflação por causa da paralisação. Até o momento, a principal medida criada pelo governo foi montar, na madrugada desta sexta-feira (22), um gabinete de crise para acompanhar a situação.

De acordo com o diretor de operações da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), coronel Flávio Godinho, também foi criada uma central de escoltas para garantir que os caminhoneiros que seguem trabalhando possam circular. “A gente tem recebido demanda dos tanqueiros e feito as escoltas”, disse.

Durante a madrugada, 23 caminhoneiros autônomos saíram da Regap escoltados pela PM. Ainda não há um balanço sobre quantos foram escoltados pela manhã. A PM disse que apenas os tanqueiros sindicalizados estão de braços cruzados.

Ainda conforme Godinho, em todas as refinarias, há acompanhamento da polícia, com presença de equipes do Batalhão de Choque e da Rotam, e nos locais não há empecilho para entrada ou saída de caminhoneiros.

Pela manhã, o coronel foi ao Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ele se reuniu com a direção do terminal e disse que nenhum problema foi registrado por lá. A preocupação é garantir combustível em Confins. De acordo com Godinho, não há registros de impactos da paralisação nas estradas que cortam o Estado.

O governador Romeu Zema (Novo) falou sobre o assunto em suas redes sociais nesta sexta (22):"Desde ontem a Polícia Militar está escoltando caminhões-tanque em direção aos postos de combustíveis do estado. Outras soluções também estão sendo viabilizadas para que não haja desabastecimento e que as pessoas possam trabalhar. No que depender do Governo de Minas, o abastecimento vai prosseguir", publicou.

Filas e postos sem gasolina

A greve dos transportadores de combustíveis de Minas Gerais já reflete nos postos de combustíveis de São João del-Rei e região. A paralisação, que ocorre desde a madrugada desta sexta (22), protesta contra o alto valor do ICMS no Estado.

Em São João del-Rei, as filas para abastecer já estão grandes desde cedo. O Mais Vertentes recebeu fotos de leitores que mostram filas em postos no bairro Colônia do Marçal, próximo à ponte do Bezerrão, no bairro Fábricas, em um posto próximo ao Parque de Exposição, e no Centro, onde a fila do posto na Avenida Tancredo Neves já atingiu o Terminal Rodoviário, conhecido como Rodoviária Velha. Leia mais informações aqui.

Preços

Levantamento do portal Mais Vertentes mostra que outro impacto da paralisação dos tanqueiros foi no preço da gasolina aqui na cidade. O litro da gasolina comum esta sendo vendido por até R$ 6,69, e o da aditivada, por R$ 6,79. O menor valor encontrado é de R$ 6,59. Antes da paralisação, o preço médio estava em R$ 6,48.

Corrida aos postos deve ser evitada

Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Minas Gerais (Minaspetro), que representa os donos de postos de gasolina, a base de Betim, na Grande BH, está totalmente paralisada. Ou seja, o trabalho dos caminhoneiros para abastecimento junto à Refinaria Gabriel Passos (Regap), da Petrobras, não está sendo feito por causa da greve.

O Minaspetro também disse que "todas as regiões do estado estão sendo prejudicadas". A entidade diz que a população não deve fazer uma corrida aos postos, já que isso pode "causar e agravar o desabastecimento".

 

Com informações: G1 Zona da Mata*

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