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São João del-Rei: Novo reajuste eleva litro da gasolina em pelo menos R$ 0,15

Preço do combustível nas refinarias sobe 7,04% e pressiona ainda mais o bolso do consumidor

26/10/2021 às 14h14 Atualizada em 26/10/2021 às 19h44
Por: Thais Marques
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Fila em um posto de São João del-Rei na última semana durante a greve dos tanqueiros no Estado. Foto: Reprodução/Leitor Mais Vertentes
Fila em um posto de São João del-Rei na última semana durante a greve dos tanqueiros no Estado. Foto: Reprodução/Leitor Mais Vertentes

Depois da greve dos tanqueiros, na semana passada, promover uma corrida aos postos de combustíveis, os consumidores começaram a semana com mais uma notícia que vai impactar diretamente no bolso do trabalhador. A Petrobras anunciou que vai reajustar mais uma vez, a partir desta terça-feira (26), o preço da gasolina e do diesel para as distribuidoras. Com a alta, o preço médio de venda da gasolina passará de R$ 2,98 para R$ 3,19 por litro, um reajuste médio de R$ 0,21 (alta de 7,04%).

Esse é o segundo reajuste no preço do combustível no mês de outubro. No último dia 09, a gasolina já havia subido 7,2%. Nas bombas dos postos, esse aumento deve ter um impacto de R$ 0,15 por litro, segundo a Petrobras. A mudança não agradou os motoristas da capital mineira, principalmente quem usa o carro para trabalhar.

Conforme noticiado pelo Mais Vertentes, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta segunda-feira (25) à CNN, que o imposto cobrado pelos estados não é o principal responsável pelo aumento nos preços e citou o valor do petróleo, as incertezas políticas e econômicas no país, além do câmbio, como causas para “os preços terem disparado”.

“A solução não é o ICMS. Podemos até tirar, a título de exemplo, mas se amanhã o petróleo subir, o câmbio subir, o problema continua e é provável que continue subindo [o preço dos combustíveis]”, exemplificou. Leia mais informações aqui.

Segundo o economista Feliciano Abreu, o novo reajuste anunciado pela Petrobras vai chegar rápido nas bombas, mesmo o consumidor da capital já tendo percebido que houve um aumento nos postos depois da greve dos tanqueiros, na última quinta-feira, dia 21.

“Esse aumento de preço é extremamente preocupante e desagradável para o consumidor de todo o estado de Minas Gerais, mesmo porque a gente já teve um aumento em virtude da greve na semana passada. E esses aumentos, a gente sabe que eles chegam com muita rapidez. Mesmo que alguns postos, depois do aumento da semana passada, podem até ser mais benevolentes e não aumentarem, os outros vão aumentar e vão justificar em virtude do reajuste praticado pela Petrobras. Então, isso vai dificultar muito a vida do consumidor”, diz.

Feliciano ressalta que é importante o consumidor não se acostumar com esses reajustes e tentar, na medida do possível, reduzir o consumo de combustível. “O que a gente pede é pra que o consumidor não acostume e não aceite esses aumentos. E como que ele não aceita? É pesquisando os preços, é deixando de andar de carro para eventos que não tem tanta importância. Mas, se puder reduzir o consumo de combustível, acho que seria a melhor resposta pra todo o setor, o que todo consumidor deve fazer”, orienta o economista. 

Óleo diesel - Já o litro do diesel vai aumentar de R$ 3,06 para R$ 3,34, refletindo um reajuste médio de R$ 0,28 por litro (alta de 9,15%) nas refinarias, sendo que nas bombas esse aumento vai impactar em uma alta de R$ 0,24 por litro. O último aumento havia sido de 8,89%, em 28 de setembro.

No ano, o diesel já acumula alta de 65,3% nas refinarias, enquanto a gasolina, subiu 73,4% no mesmo período.

“Esses reajustes são importantes para garantir que o mercado siga sendo suprido em bases econômicas e sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras: distribuidores, importadores e outros produtores, além da Petrobras”, disse a estatal petrolífera, em nota.

 

Com informações: O Tempo*

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