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Minas Gerais: Ameaçada de morte na internet, deputada Andreia de Jesus recebe escolta do BOPE

As ameaças surgiram após a presidente da Comissão de Direitos Humanos da ALMG, pedir apuração da ação envolvendo o novo cangaço, que ocorreu em Varginha; a parlamentar será escoltada em toda sua rotina, incluindo as reuniões na Assembleia Legislativa

10/11/2021 às 14h17 Atualizada em 10/11/2021 às 14h52
Por: João P. Sacramento
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Deputada Estadual, Andreia de Jesus (PSOL). Foto: Internet / Reprodução
Deputada Estadual, Andreia de Jesus (PSOL). Foto: Internet / Reprodução

Desde a manhã de ontem (09), a deputada estadual Andreia de Jesus (PSOL), que foi ameaçada nas redes sociais, está sendo escoltada pelo BOPE (Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar de Minas Gerais). A solicitação à PM foi feita pelo presidente da Assembleia Legislativa, Agostinho Patrus (PV), tão logo recebeu a denúncia por parte da deputada, na noite da última quarta-feira (03), após a mesma receber ameaças em suas redes sociais.

As ameaças surgiram após a presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) cobrar que as mortes de 25 suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em roubos a banco, em Varginha, sejam apuradas.

Os militares que estão escoltando a deputada estadual, são os mesmos policiais que participaram da operação contra o novo cangaço, em Varginha, quando foram mortos 25 integrantes do grupo criminoso que possuía forte armamento bélico.

“Tão logo tomei ciência das graves ameaças sofridas pela deputada Andréa de Jesus solicitei providências imediatas junto à Polícia Militar. Determinei, ainda, que sejam tomadas todas as medidas necessárias, no âmbito da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, para resguardar a segurança da parlamentar”, disse Agostinho Patrus.

Os primeiros passos da escolta foi fazer a varredura da residência da deputada. “Todos os detalhes foram observados e cada movimento, cada passo que ela fizer daqui em diante, mesmo quando for fazer compras num supermercado, estará acompanhada pelo nossos militares”, garantiu o comando da Polícia Militar.

O número de policiais, por questão de segurança, não foi revelado, mas até mesmo quando a deputada estiver na Assembleia, onde existe uma segurança especializada, ela estará sendo acompanhada pela escolta.

A investigação do Caso de Varginha

A deputada pediu apuração do caso que ela classificou como “muito triste” e se solidarizou com moradores e afetados. Segundo Andréia, a operação, que resultou em 25 mortes, foi “muito violenta” e, por isso, será averiguada pela Comissão de Direitos Humanos do Estado.

Andréia de Jesus acredita que uma operação "exitosa não deixa óbitos para trás" e reafirmou que a Comissão de Direitos Humanos da ALMG vai seguir cobrando explicações sobre a ação dos policiais.

Questionado, o deputado Sargento Rodrigues (PTB), presidente da Comissão de Segurança Pública da ALMG, afirmou também em entrevista à Itatiaia que se espantou com a fala da deputada Andreia de Jesus, já que a operação teria sido “brilhante”.

“Me causou enorme espanto a deputada Andreia de Jesus dizer que vai apurar como foi a operação. É muito simples classificar como foi a operação. Uma operação inteligente, brilhante. Os nossos policiais militares e os nossos policiais rodoviários federais fizeram algo que jamais os criminosos imaginariam que pudesse ser feito”. 

Ele lembrou que os suspeitos estavam fortemente armados e que já tinham planejado toda a ação criminosa, que resultaria em um “banho de sangue” em Varginha.

O caso do Novo Cangaço

Uma quadrilha do novo cangaço entrou em confronto com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Militar (PM) no último domingo (31). A ação ocorreu em um sítio nos arredores de Varginha, no Sul de Minas, e deixou 25 bandidos mortos, além de vários feridos.

Conforme a PM, esta é a maior operação realizada contra o novo cangaço na história do Brasil. Os criminosos estavam fortemente armados com pelo menos dez fuzis, uma escopeta calibre 12 e vários explosivos. Dentre as armas, os bandidos possuíam metralhadoras ponto 50, capazes de derrubar até aeronaves.

Com informações: Portal Uai e Itatiaia

 

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