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Minas Gerais: Fabricação de doce de leite da UFV é reconhecida como interesse cultural pelo estado

O plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou o reconhecimento, nesta quarta-feira (17), em 2º turno. Proposta segue para sanção ou veto do governador Romeu Zema (Novo)

18/11/2021 às 12h36
Por: João P. Sacramento
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Doce de Leite Viçosa feito pela UFV. Foto: UFV / Divulgação
Doce de Leite Viçosa feito pela UFV. Foto: UFV / Divulgação

A fabricação do doce de leite Viçosa, produzido pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), foi reconhecida como interesse cultural pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em 2º turno de votações nesta quarta-feira (17). Originalmente, o Projeto de Lei (PL) 632/2019 solicitava o reconhecimento do Doce de Leite Viçosa como um patrimônio imaterial do estado, mas, de acordo com o parecer da Comissão de Cultura da Assembleia, a atribuição de declarar patrimônio cultural é privativa do Executivo.

A qualidade do produto já foi reconhecida e, por 10 vezes, o doce foi classificado como o melhor do Brasil no Concurso Nacional de Produtos Lácteos. Tanto que se transformou em um símbolo da cidade e, gradativamente, de Minas Gerais. O doce já havia sido reconhecido como interesse cultural em 1º votação da ALMG no dia 19 de maio. 

O Doce de Leite Viçosa foi lançado no mercado em 1988 e, desde 2001, coleciona premiações. A Fundação Arthur Bernardes (Funarbe) é a empresa, instituída pela Universidade Federal de Viçosa em 1979, responsável pela produção e gestão dos produtos Viçosa.

A parceria com a UFV proporcionou a realização de pesquisas de extensão e ensinamentos práticos aos alunos da universidade, que objetivam o aprimoramento, excelência e qualidade dos produtos. O tecnólogo em laticínios Gladstone da Costa, de 61 anos, estudou na UFV e acompanhou de perto a pesquisa para criação do Doce de Leite Viçosa.

Gladstone lembra que, na época, a distribuição do doce de leite era apenas para o refeitório da universidade e para o antigo supermercado da Fundarbe. "Era algo tão caseiro, tão tradicional, com todo mundo pensando em cada detalhe para oferecer ao consumidor um produto com nutrientes e que dê prazer ao comer”, explicou.

“Eles pensaram no tipo de processamento, na concentração de açúcar e principalmente no tipo de resfriamento que iria ser feito depois que o doce estivesse pronto. Tudo isso para agradar o paladar e proporcionar bem-estar", apontou Gladston da Costa

O que antes tinha a perspectiva de atender à necessidade interna da UFV, tornou-se um parâmetro de qualidade, que beneficia os estudantes, a população e o mercado, além de estimular outras indústrias do setor e universidades do país a também investirem os recursos em benefício do consumidor, oferecer produtos saudáveis e de alta qualidade.

Com o reconhecimento feito pela ALMG, o PL segue agora para a sanção ou veto do governador Romeu Zema (Novo).

Com informações: G1 Zona da Mata

 

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