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Polícia Caso Nicole

São João del-Rei: Sedativo encontrado com enfermeira acusada de assassinato não pertence a UPA, afirma diretoria

O diretor e superintendente da UPA falaram sobre o homicídio envolvendo dois funcionários da instituição e garantiram que medicamento encontrado com enfermeira não pertencia a Unidade de Pronto Atendimento

23/11/2021 às 09h28
Por: João P. Sacramento
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Imagem meramente ilustrativa. Foto: Internet / Reprodução
Imagem meramente ilustrativa. Foto: Internet / Reprodução

O diretor técnico da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São João del-Rei, Doutor João Réus, se pronunciou sobre o envolvimento de dois funcionários da instituição, os técnicos em enfermagem Karla Nicole Jaber Marques e Daniel Inácio da Silva, no homicídio do dentista Elberth Cerqueira da Costa, 47 anos. 

Em entrevista na tarde desta segunda-feira (22), à uma rádio local, o médico afirmou que o medicamento que foi encontrado na bolsa de Karla Nicole, não pertencia a UPA. “Quanto ao sumiço dos medicamentos, a UPA tem o controle rígido, têm lacres nos carrinhos e nos pertences da vítima não tem nenhuma medicação que tem na UPA. Não foi sumido nenhum medicamento que está nos pertences das vítima”, afirmou Réus.

Sobre a alegação de que ambos teriam passagem pela Polícia, a Superintendente, Glydes Barroso da Silva afirmou que eles fizeram um processo seletivo e foram aprovados. Quero ressaltar uma coisa: eles foram contratados na pandemia, em regime de urgência, e foi feita a pesquisa de bons antecedentes deles, só que se não tem condenação, porque não foi julgado e condenado, a ficha é limpa”.

Gleydes ainda frisou que por mais que os envolvidos fizessem parte do quadro de funcionários da instituição, a UPA não tem nenhum tipo de ligação com o crime e reafirmou que os medicamentos encontrados com Karla Nicole não pertenciam à UPA. A suspeita é de que Karla Nicole tenha usado o medicamento Tramadol para sedar Elberth antes do estrangulamento. O laudo da perícia do corpo ainda foi divulgado.

“Não é caso da UPA, ninguém matou ninguém dentro da UPA. Nós trabalhamos, nós estamos trabalhando. É a única porta aberta do SUS para urgência e emergência, que faz de tudo para tratar o ser humano com muita dignidade. Existem erros, falhas? Existem, como em qualquer outro lugar, mas nós tentamos trabalhar no dia a dia com excelência”, apontou a superintendente da UPA.

Ainda sobre a confissão e participação dos técnicos de enfermagem da UPA no crime, Glydes Barroso preferiu não se manifestar. “Não é um caso da UPA, é um caso criminal que não é da nossa discussão. Por isso existe a justiça e é ela que vai investigar e é ela quem vai julgar”, concluiu.

Os técnicos em enfermagem da UPA confessaram no último dia 19, a autoria do homicídio de Elberth Cerqueira da Costa, natural da cidade de Barroso, que foi assassinado na terça-feira, dia 16 de novembro e teve seu corpo encontrado enterrado em uma residência no bairro Colônia do Marçal.

Falsa acusação de estupro e sequestro

Outro episódio envolvendo Karla e Elberth já havia sido caso de polícia, quando no domingo, dia 14 de novembro, Karla fez um Boletim de Ocorrência relatando um suposto sequestro e um estupro.

De acordo com Karla Nicole, ela estava tentando terminar seu relacionamento com Elberth há meses, quando foi convidada para ir até a casa de Elberth, na cidade de Barroso. No entanto, ao entrar no veículo de aplicativo, chamado para levá-la de São João del-Rei até a cidade vizinha, ela desistiu. 

Segundo ela, o motorista do aplicativo, Felipe Manoel da Silva, de 41 anos, entrou em sua casa pedindo um copo d'água e a estuprou. Na mesma data, Elberth compareceu a delegacia e confirmou que havia contratado a corrida entre São João del-Rei e Barroso e que havia recebido indicações de amigos sobre os trabalhos do possível autor do estupro, que também é natural de Barroso. 

Karla foi então encaminhada para uma unidade de saúde para ser atendida, sendo medicada e liberada. Porém, segundo a delegada Ariadya Tavares, em coletiva nesta segunda-feira (22), Karla Nicole teria entrado em contradição, o que teria descartado a verecidade do sequestro e do estupro, assim como o possível envolvimento do motorista do aplicativo. 

Porém, vale lembrar que a Polícia Civil ainda não concluiu as investigações sobre o assassinato de Elberth Cerqueira, assim como concluíram a investigação sobre o possível sequestro e estupro, não descartando que houve a participação de mais algum elemento. Confira tudo sobre a coletiva de imprensa!

 

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