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São João del-Rei: Uniptan esclarece caso envolvendo liderança acadêmica e diz que irá acompanhar a apuração e esclarecimento do processo

Entidade emitiu uma Nota de Esclarecimento nesta terça-feira sobre caso envolvendo "uma de suas lideranças acadêmicas reconhecidas e respeitadas e um funcionário de uma propriedade familiar deste colaborador"

23/11/2021 às 18h12 Atualizada em 24/11/2021 às 17h44
Por: Adriano Vianini
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Nota emitida pelo Uniptan nesta terça-feira (23).
Nota emitida pelo Uniptan nesta terça-feira (23).

O Centro Universitário Tancredo de Almeida Neves (Uniptan) emitiu nesta terça-feira (23), uma nota de esclarecimento sobre o caso envolvendo uma de suas lideranças acadêmicas, o Sr. Carlos André Dilascio Detomi, coordenador do curso de Medicina.

Segundo a reitoria do Uniptan, "neste momento em que versões totalmente distintas vêm à tona, o Uniptan acompanha atentamente o andamento do trabalho das autoridades competentes envolvidas no processo de apuração e esclarecimento do caso". E reitera "repúdio absoluto com relação a quaisquer práticas trabalhistas consideradas como criminosas". 

Segundo publicação do site Brasil de Fato, a propriedade está registrada em nome de cinco pessoas da mesma família: os pediatras Cristiane Maria Dilascio Detomi e Carlos André Dilascio Detomi, que atua como cirurgião e é coordenador do curso de Medicina do Centro Universitário Presidente Tancredo de Almeida Neves, a mãe deles, Maria Luiza Dilascio Detomi, além dos irmãos, a pedagoga Adriane Maria Dilascio Detomi e Souza e o enfermeiro, Marcos André Dilascio Detomi, conhecido como Marquinhos, administrador da empresa Plano de Assistência Médico Hospitalar Ltda (PLAMEDH).

Os proprietários foram lavrados em 12 autos de infração, e o Ministério Público do Trabalho busca a reparação integral dos valores, além de uma compensação pelo dano moral individual. Eles terão que pagar todos direitos subtraídos do trabalhador durante o período de serviço e responder pelo crime de submeter uma pessoa à condição análoga à escravidão. 

Até o momento, a Santa Casa de Misericórdia de São João del-Rei ainda não se manifestou sobre o médico que também atende na instituição. Não conseguimos falar com a Plamedh sobre o irmão, Marquinhos.

Entenda o caso

Geraldo Duarte, de 93 anos, foi submetido a condições análoga à escravidão e resgatado na quinta-feira (18) por auditores-fiscais do Trabalho da Superintendência Regional do Trabalho de Minas Gerais (SRTb/MG). O idoso vivia em um sítio localizado na zona rural de São João Del Rei. A vítima foi mantida em situação degradante por 26 anos. Segundo a SRTb/MG, ele trabalhava como caseiro da propriedade, sem carteira assinada, férias e 13º salário.

A ação contou com a participação do Ministério Público do Trabalho e da Polícia Federal. A casa ocupada pelo idoso era fornecida pelos patrões e estava em condições precárias, com o telhado quebrado, a varanda a ponto de desabar, os forros apodrecidos e as fiações elétricas expostas e com gambiarras.

O auditor-fiscal do Trabalho, Luciano Rezende, relatou que “a esposa do trabalhador disse durante a ação fiscal que era necessário desligar o relógio de luz quando chovia para evitar o risco de choques elétricos, ficando o casal, portanto, molhado, com frio e no escuro. A família tentava, em vão, evitar as goteiras colando fita crepe no forro”.

A situação degradante seguia por outros pontos da residência. O banheiro da casa estava com a descarga do vaso sanitário sem funcionar há anos. O idoso e sua família eram obrigados a usar baldes, e não havia pia para lavar as mãos. O casal usava uma vasilha para fazer as necessidades dentro do quarto.

Rezende ainda afirmou que o trabalhador idoso era obrigado a dormir em um quarto com goteiras e janela sem vidro, por onde poderiam entrar insetos e animais peçonhentos da zona rural e que sujeitava o empregado às intempéries (vento, frio e chuva). uma vez que estamos em região de clima frio.

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