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Capitólio: Bombeiros retomam buscas por pessoas desaparecidas; sobe para oito o número de mortos

Operação deste domingo (09) conta com o apoio dos Bombeiros, da Marinha e outras autoridades; duas pessoas ainda estão desaparecidas

09/01/2022 às 09h54 Atualizada em 09/01/2022 às 12h14
Por: Thais Marques
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Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros de Minas Gerais
Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros de Minas Gerais

O Corpo de Bombeiros retomou as buscas por pessoas desaparecidas após o desabamento do paredão de rochas no Largo de Furnas, em Capitólio, às 5h00 deste domingo (09). Até o momento, oito mortes foram confirmadas pelos Bombeiros e duas pessoas ainda estão desaparecidas.

A operação de busca conta com o apoio de 50 militares do Corpo de Bombeiros e da Marinha do Brasil. De acordo com os militares, estão sendo usados na busca equipamentos de mergulho com cilindros de oxigênio reservas, quatro lanchas e três motos aquáticas.

Segundo o balanço divulgado neste domingo (08) pelo Corpo de Bombeiros, os oito corpos que foram localizados estavam na lancha Jesus, uma das que foi atingida diretamente pelas rochas. As vítimas que morreram estavam nesta embarcação.

Ainda de acordo com os Bombeiros, ao menos outras 31 pessoas precisaram de atendimento médico após o desabamento da rocha. Vinte e três foram atendidas na Santa Casa de Capitólio e outras quatro vítimas foram atendidas na Santa Casa de São José da Barra. Duas vítimas estão internadas em Piumhi com fratura exposta e outras duas estão na Santa Casa de Passos, com situação estável.

Fiscalização

A Marinha brasileira informou nesse sábado (08) que investigaria as causas e circunstâncias do desabamento de rocha na cidade de Capitólio. Depois, emitiu um comunicado informando que "o ordenamento do espaço aquaviário onde ocorreu o acidente está sob a jurisdição da Prefeitura de Capitólio".

"A Prefeitura de Capitólio tem regulamentado, por meio do Decreto nº 32, de 27 de fevereiro de 2019, o ordenamento do espaço aquaviário sob sua jurisdição. Nesse sentido, a Marinha comunica que toda a área de interesse encontra-se interditada, para as devidas verificações", informa.

A versão de uma nota anterior dizia que "a fiscalização (do local) é apoiada pela Marinha do Brasil". Esse trecho foi cortado no segundo comunicado enviado minutos depois pela instituição à imprensa.

Também por meio de nota, a Prefeitura de Capitólio afirmou nesse sábado (08) que "expressa profundo pesar" pelo acidente. "Seguimos buscando apurações sobre a fatalidade referente ao número total de vítimas", diz a Prefeitura.

A Polícia Civil anunciou que os peritos criminais foram até o local do desabamento para identificar os danos e as causas do acidente.

Governador deve ir a Capitólio

Nesse sábado (08), o governador de Minas, Romeu Zema (Novo), lamentou o acidente por meio de mensagem publicada nas redes sociais e afirmou estar acompanhando o caso desde os primeiros momentos. Mais tarde, em entrevista à GloboNews, ele informou que deve ir a Capitólio neste domingo (09).

"Sofremos hoje a dor de uma tragédia em nosso estado, devido às fortes chuvas, que provocaram o desprendimento de um paredão de pedras no lago de Furnas, em Capitólio. O governo de Minas está presente desde os primeiros momentos através da Defesa Civil e Corpo de Bombeiros", disse Zema.

Contudo, às 11h00 deste domingo (09), em nota enviada à imprensa, o Governo de Minas informou que o governador não irá até a cidade devido às condições climáticas. "Por causa das fortes chuvas que atingem Minas Gerais, as quais inviabilizam as autorizações e condições para voo, o Governo de Minas informa que o governador Romeu Zema não irá a Capitólio neste domingo (09). Nova data para a viagem será anunciada em breve", informa.

Conforme noticiado pelo Mais Vertentes, o presidente Jair Bolsonaro (PL) reagiu ao vídeo da tragédia em Capitólio nesse sábado (08), após o assessor especial da presidência mostrar o vídeo, afirmando se tratar de uma "fatalidade". Depois, o presidente publicou nas redes um comunicado sobre o assunto.

"Tão logo aconteceu o lamentável desastre em Capitólio (MG), a Marinha deslocou para a região equipe de socorro da Força. Desde então, a Marinha vem atuando no resgate de vítimas e transporte de feridos para a Santa Casa local. A Marinha atua ao lado do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, bem como de outros órgão oficiais e voluntários", disse Bolsonaro.

 

Leia mais: Minas Gerais: Médico que visitou Capitólio em 2012 previu queda da rocha

Com informações: Uol*

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