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Minas Gerais registra nove mortes no período chuvoso

Até o momento, 3.409 pessoas estão desabrigadas e outras 13.734 estão desalojadas no Estado, de acordo com a Defesa Civil de Minas Gerais

10/01/2022 às 17h47 Atualizada em 10/01/2022 às 18h41
Por: Thais Marques
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Mário Campos, na Grande BH, nesta segunda-feira (10). Foto: Gabriele Lanza/TV Globo
Mário Campos, na Grande BH, nesta segunda-feira (10). Foto: Gabriele Lanza/TV Globo

O intenso período chuvoso que Minas Gerais enfrenta nos últimos dias já vitimou nove pessoas em todo o Estado, três somente neste final de semana. Até o momento, 3.409 pessoas estão desabrigadas e outras 13.734 estão desalojadas. As informações foram divulgadas via boletim pela Defesa Civil de Minas Gerais nesta segunda-feira (10). Em decorrência das chuvas, a Vale e Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) interrompem temporariamente parte de suas operações em Minas Gerais.

O número de óbitos infelizmente tende a aumentar, uma vez que os dez óbitos registrados em Capitólio deverão entrar na lista após o encerramento das investigações, segundo com a Defesa Civil. As causas desta tragédia ainda estão sendo apuradas, mas autoridades estaduais já anteciparam que parte do paredão rochoso pode ter ruído por efeito da ação das águas.

Os municípios que registraram morte em Minas são Belo Horizonte e Betim, na região metropolitana, Coronel Fabriciano, Dores de Guanhães e Pescador, na região do Vale do Rio Doce; Engenheiro Caldas, na região Sudeste; Montes Claros, no Norte de Minas; Nova Serrana, na região Centro-Oeste; e Uberaba, no Triângulo Mineiro.

Até a manhã desta segunda-feira (10), prefeituras de 145 das 853 cidades mineiras já tinham decretado situação de emergência, de acordo com a Defesa Civil. A cidade de Itabirito declarou estado de calamidade pública nesse domingo (09), mas a informação ainda não consta no boletim da Defesa Civil.

Na divisa entre Conceição do Pará e Pará de Minas, na região central do Estado, moradores estão deixando residências em áreas sob risco de serem atingidas pelo potencial rompimento da barragem hidrelétrica da Usina do Carioca e eventual aumento do nível do Rio São João.

Devido ao risco do grande volume de água acumulado atingir os rios São João e Pará, as autoridades recomendaram, nesse domingo (09), que moradores de áreas ameaçadas em três cidades abaixo da usina (Onça de Pitangui, Pará de Minas e Pitangui) deixassem suas casas e buscassem abrigo em lugares mais altos e distantes dos rios. O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil continuam monitorando a barragem hidrelétrica.

Vale e CSN interrompem temporariamente parte de suas operações

Devido à intensidade das chuvas, a mineradora Vale e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) paralisaram parte de suas operações no estado. Em nota, a Vale informou que interrompeu a circulação de trens na estrada de ferro que liga Vitória (ES) a Minas Gerais, o que afeta o escoamento de parte de sua produção. A medida, segundo a empresa, visa a garantir a segurança dos seus empregados e da população. Além disso, a mineradora garante estar monitorando suas barragens.

A decisão da CSN atinge tanto suas atividades em mineração, quanto siderúrgica. Em um comunicado ao mercado, as companhias CSN e CSN Mineração informam que suspenderam, temporariamente, as operações de extração e movimentação na mina Casa de Pedra, em Congonhas (MG) e a operação portuária de carregamento de minério no Terminal de Carvão (Tecar), no Porto de Itaguaí (RJ).

 

Com informações: Agência Brasil*

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