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Saúde Covid-19

VERTENTES: Avanço da ômicron afasta profissionais de saúde dos postos de trabalho e reduz atendimento

As principais regionais de saúde do Campo das Vertentes, Barbacena e São João del-Rei, estão com falta de profissionais, aumento no atendimento de emergência e, consequentemente, demora no atendimento.

19/01/2022 às 13h49 Atualizada em 19/01/2022 às 15h56
Por: Adriano Vianini
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UPA São João del-Rei. Foto: Agência Minas
UPA São João del-Rei. Foto: Agência Minas

Com o aumento do número de casos positivos de Covid e da variante ômicron em todo o Brasil, ainda há leitos, mas falta profissionais de saúde para atender a crescente demanda nas instituições de saúde, pressionando, mais uma vez, a área da saúde.

O atendimento de urgência e emergência já está comprometido nas principais regionais de saúde do Campo das Vertentes, entre elas Barbacena e São João del-Rei, que juntas são responsáveis por mais de 50 municípios.

Nesta quarta-feira (19), a Santa Casa de Misericórdia de Barbacena confirmou que profissionais e saúde testaram positivo, provocando uma redução nas equipes de atendimento. A orientação para a população de Barbacena, e também de cidades vizinhas, é que procurem a unidade hospitalar somente em casos de extrema necessidade, devendo buscar atendimento na unidade de saúde mais próxima da residência como primeira opção de assistência.

“Como estamos com escala reduzida devido positividade entre equipe, os atendimentos dos casos leves estão com tempo de espera longo; pedimos a todos que não se aglomerem para que possam evitar novas doenças entre adultos e crianças”, informou, em nota, a Santa Casa de Misericórdia de Barbacena.

Em São João del-Rei a situação não está diferente. A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São João del-Rei tem sido alvo de duras críticas da população pela demora no atendimento da população, além da falta de médicos e enfermeiros. Na última quinta-feira (13), o Secretário Municipal de Saúde, René Fernandes, confirmou estar preocupado com o aumento da Covid-19 e da Influenza H3N2 no município.

Sem citar números, o Secretário informou que há muitos profissionais de saúde afastados em decorrências da Covid e da Influenza. Ele ressaltou ainda que muitos dos profissionais que estão trabalhando precisam dobrar escala - por causa do déficit - e, com isso, estão esgotados. "São dois anos trabalhando incansavelmente e, além disso, também estão esgotados mentalmente". 

O Secretário também reconhece que falta cerca de 15 a 17 médicos para o município e que, segundo ele, é consequência do Concurso Público no qual "alguns foram demitidos ou outros pediram demissão para não ficar na equipe de transição". Segundo o secretário, o Mais Médicos do Ministério da Saúde ainda não foi renovado.

O Secretário também pede para que as pessoas procurem o atendimento na UPA somente em caso de urgência e extrema necessidade. Caso contrário, ele pede para que a população busque os postos de saúde dos bairros. Além disso, o Secretário informou que o aumento da procura de casos leves na UPA, muitas vezes em estado gripal de menor risco, está pressionando o atendimento de casos mais urgentes. René Fernandes reforça que os testes também estão limitados em todo o Brasil e que o paciente busque por atendimento após cinco dias de sintomas ou casos mais urgentes.

Em Lavras, a Prefeitura também já reconheceu a falta de profissionais de saúde em decorrência da Covid-19. Por isso, suspendeu a realização de testes de Covid-19 nas Unidades Básicas de Saúde devido à demanda que é maior do que a quantidade de kits em estoque. Com isso, a administração municipal direcionou a realização dos exames para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). 

A mudança ocorre no momento em que a cidade voltou a registrar grande quantidade de casos diariamente. Apenas na quarta-feira (12), data do último boletim divulgado, foram 424 novas infecções de Covid-19. Ao mesmo tempo que ocorre esse aumento, a procura para realização de testes também cresceu, o que fez a quantidade disponível ser direcionada para a UPA.

O portal Mais Vertentes está em contato com as instituições Santa Casa de Misericórdia e Hospital Nossa Senhora das Mercês, ambas em São João del-Rei, porém ainda não obteve retorno.

Governo reduz para 7 dias isolamento de pacientes com covid-19

Para tentar minimizar o apagão de profissionais da área da saúde e também de diversos setores da economia, o Ministério da Saúde decidiu reduzir de dez para sete dias o período recomendado de isolamento para pacientes com covid-19. A informação foi dada pelo ministro, Marcelo Queiroga, no dia 10 de janeiro. Segundo a atualização do guia de vigilância epidemiológica para a covid-19 da pasta, caso não haja mais sintomas no sétimo dia, a pessoa pode sair do isolamento.

Existe ainda uma possibilidade de encurtar ainda mais o tempo de isolamento. Caso no quinto dia o paciente não tenha mais nenhum sintoma respiratório, não apresente febre e esteja há 24 horas sem usar medicamento antitérmico, ele pode fazer um teste rápido de covid-19. Se o teste der negativo para o vírus, ele também está liberado.

Se, no entanto, o teste der positivo, o paciente deve aguardar até o fim dos dez dias de isolamento. Para quem chegou ao sétimo dia e ainda tiver com sintomas do vírus, a recomendação é manter o isolamento, no mínimo, até o décimo dia e sair apenas quando os sintomas acabarem.

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