Quarta, 25 de Maio de 2022
12°

Poucas nuvens

São João del Rei - MG

Geral Reajuste Salarial

Minas Gerais: Atendendo pedido de Zema, STF suspende reajuste salarial dos servidores

Decisão de derrubar lei aprovada pela ALMG, pelo ministro Luís Roberto Barroso, atende a pedido do governador e mantém o reajuste de 10,06%

22/04/2022 às 11h55
Por: João P. Sacramento
Compartilhe:
Ministro do STF, Luiz Roberto Barroso. Foto: Reprodução / Internet
Ministro do STF, Luiz Roberto Barroso. Foto: Reprodução / Internet

Nesta quinta-feira (21), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, suspendeu a lei promulgada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) que garantia um aumento salarial aos servidores estaduais acima da inflação. A decisão foi tomada acatando pedido do Governador Romeu Zema (Novo). A decisão não impede o reajuste de 10,06%, só aplicado acima da inflação para servidores da saúde, educação e segurança pública.

O Governo de Minas Gerais entrou com uma ação no Supremo na última segunda (18) alegando que o aumento concedido pela Assembleia seria inconstitucional. A ação é assinada pelo governador Romeu Zema (Novo) e pelo advogado-geral do Estado de Minas Gerais, Sérgio Pessoa. 

No documento que foi enviado ao STF, o governo estadual defende que a inclusão de dois artigos no projeto de lei enviado pelo Executivo resultou em “desmedido aumento de despesas, não suportado pelo erário público, sem que o Parlamento Mineiro tenha sequer indicado a estimativa e as fontes aptas a suportarem os aumentos por ele concedidos.’’

Pela lei promulgada pela Assembleia, servidores da saúde e da segurança pública terão os vencimentos reajustados em 24% e, os trabalhadores da educação, em 33% - para garantir o cumprimento do piso nacional da categoria. 

O Governo do Estado também argumenta que as mudanças propostas pelos deputados não levaram em conta a estimativa de impacto financeiro ou mesmo a fonte da receita que deveria custear o reajuste. Pelas contas do Executivo estadual, as alterações nos reajustes devem causar um rombo de mais de R$ 8 bilhões por ano aos cofres do Estado. 

O documento ainda cita o déficit de R$ 11,7 bilhões previsto para as contas públicas neste ano e pede a suspensão "de forma imediata" dos artigos 10 e 11 da Lei estadual nº 24.035, de 4 de abril de 2022. 

Na prática, a decisão de Luís Roberto Barroso torna a lei inconstitucional.

Comemoração da base do Governo

O ex-secretário-Geral do Governo de Minas, Mateus Simões, cotado para ser vice na chapa de Romeu Zema nas Eleições 2022, comemorou a decisão. "O que nós assistimos no começo deste mês de abril foi um escárnio, uma piada de mau gosto feita por 55 deputados em campanha eleitoral e que por três ilegalidades aprovaram a derrubada do veto do governador”, afirmou. 

Simões disse ainda que “não estamos falando em não fazer o reajuste dos servidores. Vamos lembrar, o reajuste de 10,06%, equivalente à inflação do último ano, foi concedido a todos os servidores do Estado". "O absurdo foi a votação de um reajuste adicional para três categorias que iria impactar em, uma média de R$ 10 bilhões por ano", completou o ex-secretário.

Simões também explica que as três ilegalidades relacionadas ao aumento para os servidores estão relacionadas à falta de previsão orçamentária, a violação à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e o impedimento legal para a concessão de reajuste salarial acima da inflação faltando menos de 180 dias para as eleições. 

Reajuste

Com a decisão do STF, fica valendo o reajuste proposto pelo governador Romeu Zema (Novo), de 10,06%, que será pago já a partir do mês de maio. Ontem, o Governo de Minas confirmou que só pagará o reajuste retroativo aos meses de janeiro, fevereiro e março no mês de junho, devido a problemas de "fluxo financeiro".

Com informações: Itatiaia

Faça parte e ajude o Mais Vertentes

Precisamos de você para seguirmos independentes, investigativos e fortes. Ajude-nos com o jornalismo que nasceu para cutucar e mudar. Ou vai continuar lendo só o que “eles” querem que você saiba?  

Ajude aqui o Mais Vertentes!

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Ele1 - Criar site de notícias