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Minas Gerais: Estudantes são acusados de racismo após foto com ‘blackface’ viralizar em Ouro Preto

República afirma que estudantes representavam personagens do desenho ‘Corrida Maluca’. DCE da UFOP chamou a atitude de racista, dolorosa e ofensiva

04/05/2022 às 12h44
Por: João P. Sacramento
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Foto: Reprodução / Redes Sociais
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Estudantes da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) denunciam racismo dentro de uma república, depois de uma foto que mostra três estudantes que estariam praticando blackface, ser divulgada nas redes sociais. Caso tomou as redes sociais nesta terça-feira (03)

Durante a tradicional festa entre os estudantes da UFOP, onde os calouros da universidade são apresentados, integrantes da República Cravo e Canela se vestiram, segundo as moradoras, de Muttley e irmãos Rocha do desenho ‘Corrida Maluca’. Segundo posicionamento da república, três pessoas foram pintadas de marrom para representar a ‘pelagem’ dos personagens não humanos.

Já o Diretório Central dos Estudantes (DCE-UFOP) se manifestou por meio das redes sociais afirmando que a atitude foi ‘’racista, dolorosa e ofensiva’’. “O blackface, prática de pintar o rosto de preto ou marrom para representar pessoas negras, ridiculariza as pessoas negras para entretenimento dos brancos, reforçando estereótipos. O black face tem raízes no racismo e isso é inaceitável”, disse em nota.

O que diz a UFOP

Por meio de nota, a UFOP disse que “reafirma seu posicionamento contra qualquer ação que se configure como de cunho racista ou que esteja alinhada com outras formas de discriminação, como a misoginia, a homofobia e a transfobia. A reprodução de estereótipos que reforçam a opressão está na contramão do que propõe uma instituição de ensino superior comprometida com o desenvolvimento social, com o respeito às diversidades e com a garantia dos direitos à cidadania plena”.

Segundo a universidade, a ouvidoria da UFOP recebeu as denúncias, que serão encaminhadas aos setores responsáveis. “A administração não será complacente com atos discriminatórios, mesmo entendendo que essa triste atuação seja resultado do racismo estrutural (re)produzido histórica e culturalmente no Brasil”, complementou.

Com informações: Itatiaia

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