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Minas Gerais: Infectologista recomenda volta da obrigatoriedade do uso de máscara em ambientes fechados em BH

Casos de Covid-19 vêm aumentando em Belo Horizonte, de acordo com o médico infectologista. Uma das principais preocupações são as escolas.

24/05/2022 às 15h09 Atualizada em 24/05/2022 às 20h19
Por: João P. Sacramento
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Imagem meramente ilustrativa. Foto: Internet / Reprodução
Imagem meramente ilustrativa. Foto: Internet / Reprodução

O médico infectologista Carlos Starling, que integrava o Comitê de Enfrentamento à Epidemia de Covid-19 de Belo Horizonte, disse nesta quarta-feira (18) que recomenda a volta da obrigatoriedade do uso de máscara em ambientes fechados na cidade. Uma das principais preocupações são as escolas.

O item de proteção deixou de ser exigido em locais fechados no dia 28 de abril. Em espaços abertos, a máscara foi liberada em 4 de março.

Segundo estudo realizado por Starling e pelo pesquisador da Associação Mineira de Epidemiologia e Controle de Infecções, Bráulio Couto, a taxa de incidência de Covid-19 cresceu em Belo Horizonte nas últimas semanas.

Entre 15 a 28 de abril, eram 50 novos casos por 100 mil habitantes. Já nos últimos 14 dias, de 5 de maio até esta quarta-feira (18), foram 95, um aumento de 90%. E a avaliação é de que os casos ainda estão subnotificados, porque as pessoas, de maneira geral, estão testando menos.

"(O aumento de casos) era esperado nesta época do ano. O curioso é que nós não tivemos isso nos anos anteriores. O que tinha de diferente: nós tínhamos obrigatoriedade do uso de máscara (...) Não dá para esperar a situação ficar pior ainda, algumas medidas devem ser tomadas. Uma das mais fáceis é voltar com a obrigatoriedade em ambientes fechados. Isso tem sido feito em vários lugares do mundo", disse Starling.

De acordo com o médico, o aumento de casos de síndrome respiratória aguda grave, especialmente entre crianças, pode ser observado nas unidades de pronto-atendimento. O g1 Minas tem mostrado, desde abril, reclamações de pais sobre a lotação do Hospital Infantil João Paulo II.

Preocupação com crianças nas escolas

Um agravante é a baixa cobertura vacinal entre o público de 5 a 11 anos – apenas 52,3% das crianças tomaram a segunda dose. Por isso, o infectologista recomenda também que a máscara volte a ser obrigatória nas escolas.

"O sistema está extremamente pressionado. As pessoas estão esperando horas para serem atendidas. O comitê, enquanto funcionava, alertou para essa possibilidade de uma fratura do sistema assistencial pediátrico", afirmou o infectologista.

O comitê de enfrentamento da pandemia, que contava também com a participação dos infectologistas Unaí Tupinambás e Estevão Urbano e do ex-secretário municipal de Saúde, Jackson Machado, foi extinto no dia 30 de março, com o fim do estado de calamidade pública em Belo Horizonte.

Starling orienta também a adoção de outros cuidados, como evitar aglomerações e reforçar a higiene das mãos.

A Secretaria Municipal de Saúde, em nota, a pasta afirmou que, "caso seja necessário e com base em dados epidemiológicos e evidências científicas, medidas serão prontamente adotadas, inclusive com revisão dos protocolos sanitários e retorno da obrigatoriedade das máscaras".

A Secretaria Municipal de Educação disse que, só neste mês de maio, até o momento, houve o registro de três surtos de Covid-19 em escolas do município, "sem critério para suspensão das turmas". A pasta disse que as escolas e os respectivos casos estão em monitoramento.

Já a Secretaria de Estado de Educação afirmou que "não há registro de surto de Covid-19 na rede estadual de ensino" e que as investigações de surtos cabem às secretarias municipais de Saúde.

Com informações: G1

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