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Barbacena: 40 anos após sua morte, Serva de Deus Isabel Cristina será beatificada pela Igreja Católica

Está marcada para o próximo dia 10 de dezembro a beatificação da jovem considerada Serva de Deus pelo Vaticano. Conheça sua história!

23/06/2022 às 13h43 Atualizada em 23/06/2022 às 17h24
Por: João P. Sacramento
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Foto: Internet / Reprodução
Foto: Internet / Reprodução

Foi marcada para o próximo dia 10 de dezembro, a beatificação da Serva de Deus Isabel Cristina. A jovem barbacenense, morta aos vinte anos pelo ódio à fé,  será proclamada Beata, que é o último passo antes de ser elevada à santidade. A Arquidiocese de Mariana divulgou na manhã desta quinta-feira (23), a confirmação da beatificação, em Barbacena.

Em 2020 o Papa Francisco já havia reconhecido o martírio de Isabel Cristina Mrad Campos, morta em Juiz de Fora, em 1982. A forma como ela morreu, aos 20 anos de idade, e toda sua vida, motivou um grupo de pessoas a entrar com o pedido do processo para sua beatificação.

A solicitação foi aceita por Roma e, no dia 26 de janeiro de 2001, em Barbacena, foi instalado o processo, quando Isabel Cristina recebeu do Vaticano o título de Serva de Deus. A causa foi conduzida por um Tribunal Eclesiástico instituído por Dom Luciano, que durante oito anos colheu depoimentos de quase sessenta pessoas, reunindo documentos, ouvindo testemunhos, permitindo assim formalizar o processo.

Quem celebrará a beatificação da Serva de Deus, e representará o Papa, será o Eminentíssimo Sr. Cardeal Marcello Semeraro, Prefeito do Dicastério da Causa dos Santos.

Quem foi Isabel Cristina Mrad Campos?

Nascida em 29 de julho de 1962, em Barbacena (MG), Isabel Cristina foi filha de José Mendes Campos e Helena Mrad Campos. Com o desejo de fazer Medicina, a jovem foi para Juiz de Fora em 1982 para se preparar em um curso pré-vestibular. 

Isabel estudava, namorava, participava de festas, mas, principalmente, tinha uma vida de oração e sonhava ser pediatra para ajudar crianças carentes. Pessoas próximas contam que ela era sensível, sobretudo com os mais pobres, idosos e crianças, o que certamente veio de sua criação em uma família vicentina. Na época, seu pai era presidente do Conselho Central de Barbacena.

No dia 1º de setembro do mesmo ano, um homem que foi montar um guarda-roupa no pequeno apartamento para onde Isabel Cristina se mudara com seu irmão, tentou violentá-la. Ao oferecer resistência, a jovem recebeu uma cadeirada na cabeça, foi amarrada, amordaçada e teve suas roupas rasgadas. Como continuou a resistir, foi morta sem piedade com 15 facadas, permanecendo virgem. Um crime cruel que abalou a família e todos que tomaram conhecimento do caso.

O fato de Isabel Cristina ter sido batizada e feito a Primeira Comunhão na Matriz da Piedade, pela ligação afetiva de seus pais com a paróquia, e sobretudo para facilitar a visitação, ficou decidido que seus restos mortais ficariam no Santuário da Piedade. 

O caixão de madeira com os restos mortais foi lacrado pelo Arcebispo Dom Geraldo, na presença do Postulador, e depois colocado num sarcófago de granito na Capela dos Passos. Também a caixa com toda a documentação foi lacrada e entregue ao sr. Agostini, portador delegado, que a entregou na Congregação para os Santos.

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