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Nossa Gente Música

Clara Castro e sua Caostrofobia

A cantora barbacenense se firma como nova promessa da MPB

22/05/2020 15h37 Atualizada há 2 meses
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Por: Adriano Vianini
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Linda, meiga e um talento de dar gosto, a mineira Ana Clara Castro, de 23 anos, nascida em Barbacena, tem conquistado o Brasil com sua voz suave e romântica e suas músicas que mesclam MPB romântico, samba feminista, ao mesmo tempo, traz  um pop rock mais alternativo.

"Caostrofobia", o primeiro álbum de Clara Castro foi produzido por Rodrigo Campello, lançado em setembro de 2018, distribuído pela Som Livre e em todas as plataformas digitais pelo selo Nomad Produções. Possui 11 faixas, sendo oito delas compostas pela própria Clara que tenta apresentar "as diversas Claras que existem em mim e que estão em constante metamorfose", explica a cantora.

A canção-título, “Caostrofobia” é uma das três faixas, que Clara Castro não assina. Os juiz-foranos Nathan Itaborahy, seu namorado, e Renato da Lapa, ambos integrantes da banda Blend 87, são os autores da música que, nas palavras de sua intérprete, representa o "caos da criação num apartamento, daquela claustrofobia de estar num lugar fechado se afetando pelo mundo. Como estar num espaço pequeno que não te cabe”. diz a artista com a voz carregada de emoção.

A jovem cantora traz no olhar e nas músicas um universo de sentimentos que cabe dentro dela. Músicas como Sobe o sol, Inverno Astral e Espelho apresentam essa inquietude e romantismo, além de da busca por si mesma e do amadurecimento.


Clara Castro em sua Caostrofobia bateu um papo com a Mais Vertentes, confira:

Mais Vertentes: Como se iniciou a sua paixão pela música?

Clara Castro: A paixão pela música eu nem sei dizer quando que nasceu, porque é muito doido quando me pego pensando em qualquer lembrança, de qualquer tempo da minha vida, eu sempre tenho uma música marcante. Música sempre esteve presente no meu universo, no meu dia a dia. É um pano de fundo mesmo pra minha vida. Eu escuto música praticamente o dia inteiro, mesmo se não fosse o meu trabalho, se não fosse o que eu escolhi pra me dedicar eu tenho certeza que seria uma coisa muito importante na minha vida.

Mais Vertentes: Como tem sido essa experiência no mundo musical?

Clara Castro: São os melhores presentes da minha vida e as melhores crises existenciais que eu também já tive. E acho isso muito bom, por que a partir do momento que a gente começa a se aprofundar em nós mesmos começa o amadurecimento. Descobri em convivência com o pessoal da música a arte como uma profissão. Isso veio bem antes do Caostrofobia, mas do grupo Ponto de Partida onde me formei na Bituca, em Barbacena, que é a Universidade de Música. Então eu passe a respeitar muito mais os artistas e, acima de tudo, a valorizar a profissão.

Mais Vertentes: As letras das músicas são composições suas? Como é a criação delas e da onde vem o sentimento para criá-las?

Clara Castro: Meu processo de criação consiste em começar uma melodia e ir acrescentando a letra depois, aos poucos, até ela ir nascendo. Mas isso pode variar também, porque eu já cheguei a criar a letra antes da melodia, o importante é que a gente exercite muito, porque como qualquer outro trabalho, é necessário treinar nossa cabeça, pra criar e pra se libertar. E as inspirações são muito variadas, mas grande parte das coisas que faço, são coisas que eu vivi, que senti, que vi pessoas perto vivendo. É bem pessoal, confessional.  Das 11 faixas, oito são minhas. Também tenho feito parcerias com pessoas que agregam ao repertório. E esse processo é um pouco diferente, muitas vezes acontece da gente fazer um pedaço da música com a letra, ai mando pro parceiro, que manda de volta e fica nesse bate bola até formar a composição em parceria.

Mais Vertentes: Qual sua maior inspiração?

Clara Castro: Tenho muitas! Gosto muito de pesquisar o que tá sendo feito pelas pessoas da nossa geração, porque tem muita coisa boa. Mas se for pensar nos grandes mestres da música tenho admiração pelo Gilberto Gil, Caetano Veloso e Chico Buarque que são esses grandes caras. E se eu for pensar em uma grande cantora que me inspira, gosto da Rita Lee, além de cantoras clássicas como Gal Costa, Elis Regina... enfim, uma infinidade de inspirações.

Mais Vertentes: Sua relação com sua família ajudou no deslanchar da carreira?

Clara Castro: Sem dúvidas foi muito importante pra chegar onde estou hoje! E sei que ainda é o começo de uma estrada onde há muita coisa por vir. Minha família sempre me apoia e sempre me encoraja a tomar decisões que me fizessem ser feliz. E acho que mais do que ninguém eles souberam que essa estrada da arte seria inevitável em algum momento. Eu até cheguei a fazer faculdade de Administração, mas logo vi que não era isso que eu queria. Minha família foi muito compreensiva e me ajudou muito nessa descoberta de caminhos possíveis e como levar isso com seriedade. Sem contar que ela se doa completamente ao meu trabalho, vai em todos os shows, e faz de tudo pra me incentivar.

Mais Vertentes: Da onde surgiu a ideia para o nome do álbum "Caostrofobia"?

Clara Castro: Veio de uma das faixas que que fala sobre o processo de criação, sobre esse caos que invade a gente antes de inventarmos uma coisa para colocar no mundo. E ele resume um pouco mesmo dessa mistura de tudo que existe dentro da gente, desses sentimentos, momentos e até dessas diversas Claras que existem em mim.

Mais Vertentes: Conta pra gente um pouco da sua rotina atual. A música está sempre presente?

Clara Castro: Atualmente me dedico quase 100% dos meus dias à música, e ainda estou terminando a faculdade de Ciências Sociais que, por sinal, é muito legal porque me acrescenta na música e nos faz refletir sobre as questões do mundo. Eu mesma tento criar uma rotina para mim, mas é um pouco difícil porque as coisas aparecem de uma hora para outra. Porém, busco traçar metas, pensar no que eu quero fazer ao longo do ano e sempre precisamos alimentar as redes sociais, postar vídeo, colocar coisas novas. A gente vai trabalhando com as coisas que aparecem e com as coisas que a gente deseja. Além claro, da rotina de ensaio, que não pode parar, e os estudos da música, que é muito importante. A gente precisa se munir de instrumentos para que a música seja mais fluída. O estudo é sempre um exercício.

Mais Vertentes: Dentro do Campo das Vertentes e da Zona da Mata você se tornou um orgulho pros moradores da região, como se sente sabendo disso?

Clara Castro: Eu fico muito emocionada sabendo desse carinho que a região tem por mim e fico feliz demais de ser reconhecida pelo meu som, pelo meu trabalho. Eu me assusto muito, porque pra mim é tudo muito natural, e esse retorno que recebo tão carinhoso de pessoas se identificando com as músicas, se abrindo contando sobre a vida delas, isso é uma coisa que faz tudo valer a pena.  

Mais Vertentes: Qual sua relação com essa região de Minas?

Clara Castro: Minha relação com o Campo das Vertentes é muito profunda, e muito inteira mesmo. É onde nasci, cresci, vivo, e aprendi tudo e continuo aprendendo. E minha relação com a música, vem muito com o espaço que a gente vive, com o contexto, e o Campo das vertentes está sempre nas melodias, nas criações, a gente sempre imprime isso em nossa origem e nas criações. Então  a relação é bem completa.

Mais Vertentes: Quais os seus planos para o ano de 2019? Um novo álbum? Shows?

Clara Castro: Quero lançar alguns singles, alguns clipes novos e claro, fazer muitos shows. Estamos com alguns shows montados em formatos diferentes, portanto nosso objetivo é rodar bastante pelo Brasil afora. Queremos nos mostrar e estar em vários lugares para tocar novas pessoas.

 

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