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Tragédia de Brumadinho completará um ano e população ainda luta por direitos

Moradores realizam protesto na entrada da cidade contra redução dos benefícios da mineradora Vale

15/01/2020 às 18h37
Por: Adriano Vianini
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Foto: redes sociais
Foto: redes sociais

No dia 25 de janeiro, uma das maiores tragédias da história do País completa um ano. O rompimento da barragem da mina do Córrego do Feijão deixou 259 mortos e 11 desaparecidos em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte.

 

Na manhã do dia 10 de janeiro, a população de Brumadinho (MG) fez uma ação de protesto na entrada da cidade, reivindicando, principalmente, a permanência e não redução do auxílio emergencial pago pela mineradora Vale à população do município.

 

Após o pagamento do valor referente ao mês de dezembro de 2019, a mineradora comunicou que reduzirá o auxílio emergencial pela metade. Em função disso, o Comitê de Atingidos de Brumadinho, composto por moradores afetados pelo rompimento da Barragem I, e por uma série de organizações populares, organizou o ato que consistiu nos bloqueios do principal acesso à cidade no sentido Belo Horizonte e da entrada da rodovia Alberto Flores, principal via de acesso às áreas de mineração do município.

 

Além da permanência e não redução do auxílio emergencial, outras pautas também fizeram parte das reivindicações da população, tais como:

 

1) Pagamento de um auxílio específico e reparação patrimonial para os agricultores de Brumadinho que foram afetados diretamente e indiretamente pelo rompimento da barragem. Após o rompimento, estes não estão conseguindo mais comercializar seus produtos como antes, uma vez que a narrativa predominante na região é de que se tratam de alimentos contaminados. A Vale, segundo os moradores, ainda não fez qualquer reparação à eles;

2) Pagamento de indenizações e adoção de negociações diretas com a comunidade de Ponte das Almorreimas, que vem sendo afetada pela construção de uma estação de captação de água próxima à ela. O projeto em questão faz parte das obrigações judiciais impostas à Vale, que está arcando com os custos, e vem sendo executado pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (COPASA) que, segundo a população, vem impondo uma série de violações à comunidade em questão;

3) Continuidade das buscas para que sejam encontrados os corpos das 11 pessoas que ainda estão debaixo da lama;

4) Justiça para Brumadinho e punição aos responsáveis pela tragédia ocorrida em janeiro de 2019.

 

 
 
Foto: redes sociais

Neste sentido, segundo o Comitê de Atingidos de Brumadinho, "o ato ocorrido teve como principal objetivo fazer pressão ao poder público e a Vale para que as reivindicações sejam atendidas, sobretudo a permanência e não redução do auxílio emergêncial, sobre o qual a mineradora marcou de dar uma resposta à população de Brumadinho no dia 15 de janeiro".

 

Em nota, a Vale diz que se pronunciará sobre as reivindicações do Comitê ainda nesta semana.

 

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